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USP: professor reflete sobre Conselho de Segurança da ONU nos dias atuais

Para Alberto do Amaral, países como EUA, China e Rússia estão de braços cruzados em questões de paz e segurança

Este conteúdo foi publicado originalmente no Jornal da USP (Universidade de São Paulo)

Muitos países que enfrentam conflitos mundiais em continentes como África, Ásia, Oriente Médio e América Latina se perguntam qual o papel da Organização das Nações Unidas, em especial do seu Conselho de Segurança.

O que se nota é que o Conselho de Segurança está de braços cruzados e pouco pode fazer em questões de paz e segurança internacionais, já que não consegue votar, porque se um dos países que detêm assento permanente e direito de veto vetar a resolução os demais países não precisam votar.

Há necessidade que todos concordem e, com isso, há uma paralisia da ação do Conselho de Segurança.

Reunião do Conselho de Segurança da ONU no Palácio das Nações, em Nova York, em abril de 2019 (Foto: UN Photo/IAEA/Eskinder Debebe)

“Esse é um desafio que o mundo terá de enfrentar, mais cedo ou mais tarde, para que possamos ter uma paz não apenas como uma cessação de hostilidades militares, mas como uma paz que possa produzir resultados satisfatórios a todos”, afirma Alberto do Amaral Jr.

Alberto do Amaral Júnior é professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP (Universidade de São Paulo)