A União Europeia (UE) anunciou a destinação de 2 milhões de euros, o equivalente a cerca de US$ 2,3 milhões, para ações de ajuda humanitária na República Democrática do Congo (RDC). O financiamento tem como objetivo atender populações afetadas pelo conflito armado no leste do país, com foco na província de Kivu do Sul. As informações são da Anadolu.
De acordo com um comunicado da Delegação da UE no Congo, os recursos serão direcionados a um projeto de resposta emergencial voltado às populações deslocadas internamente nas áreas mais impactadas pela violência, incluindo Uvira, Fizi e Kalehe.

A UE informou que o conflito em curso nessas regiões resultou no deslocamento de aproximadamente 500 mil pessoas. Desse total, mais de 90 mil buscaram refúgio no vizinho Burundi, número que segue em crescimento diante da intensificação dos combates e da deterioração das condições de vida.
O projeto, que será implementado até o final de junho de 2026, prevê a oferta de assistência essencial a milhares de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. As ações incluem ajuda financeira direta, medidas de proteção, além de intervenções nas áreas de água potável, saneamento básico e higiene.
Segundo a União Europeia, o financiamento também visa complementar os esforços de organizações humanitárias parceiras que já atuam no leste do Congo, região marcada por instabilidade crônica, escassez de recursos e sucessivas crises humanitárias.
O atual conflito no leste da República Democrática do Congo tem o grupo rebelde M23 como um de seus principais protagonistas. A organização controla uma área significativa do território, incluindo as capitais provinciais de Goma e Bukavu, que foram tomadas no início de 2025.
A Organização das Nações Unidas, o governo congolês, sediado em Kinshasa, e outros atores internacionais acusam Ruanda de apoiar o M23. O governo ruandês, por sua vez, nega qualquer envolvimento com o grupo rebelde.