A escalada da crise no Oriente Médio ganhou novos contornos nesta terça-feira (7), após Israel emitir um alerta direto à população iraniana para evitar o uso de trens em todo o país. A medida ocorre às vésperas do fim do prazo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaça intensificar os ataques caso o Irã não ceda em negociações estratégicas. As informações são do The Guardian.
O aviso foi divulgado pelas Forças Armadas israelenses em língua persa, indicando que civis que estiverem em trens ou próximos a linhas férreas podem estar em risco. A comunicação sugere a possibilidade de bombardeios direcionados à infraestrutura ferroviária, ampliando o temor de impactos diretos sobre a população civil.

A tensão se intensifica diante do ultimato de Trump, que expira ainda nesta terça-feira no horário de Washington.
O chefe da Casa Branca afirmou que “toda uma civilização morrerá esta noite” caso não haja entendimento para encerrar o conflito, repercutiu a Reuters. Em publicação na plataforma Truth Social, Trump destacou a gravidade do momento, chamando-o de um dos mais importantes da história mundial.
O presidente norte-americano afirmou que o Irã pode ser “derrotado em uma noite” e reiterou a possibilidade de ataques a usinas de energia e pontes, alvos considerados estratégicos, mas também sensíveis do ponto de vista humanitário.
Enquanto isso, as negociações diplomáticas seguem sem avanços significativos. O governo iraniano rejeitou uma proposta de cessar-fogo imediato mediada por países como Paquistão, Egito e Turquia, defendendo um acordo que garanta o fim definitivo do conflito. Uma contraproposta apresentada por Teerã foi considerada insuficiente pelos Estados Unidos.
Especialistas em direito internacional alertam que ataques deliberados a infraestruturas civis podem configurar crimes de guerra, devido ao impacto desproporcional sobre a população. A avaliação, no entanto, é contestada pelo governo americano.
No campo militar, novos ataques foram registrados. Relatos indicam bombardeios a instalações estratégicas no Irã, incluindo estruturas petroquímicas e bases de mísseis. Também houve registros de explosões em aeroportos e movimentação de bombardeiros furtivos dos EUA, capazes de atingir alvos subterrâneos.
O conflito já apresenta reflexos globais. O preço do petróleo voltou a subir e ultrapassou os US$ 110 por barril, evidenciando o impacto da instabilidade na principal região produtora de energia do mundo.