Um em cada quatro eritreus em Tigré precisa de ajuda humanitária, estima ONU

Região ficou ilhada depois que governo da Etiópia cortou acessos por terra, inclusive para auxílio a refugiados
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Há cerca de 100 mil refugiados da Eritreia na região de Tigré, na Etiópia. Destes, 25 mil têm demandado ajuda humanitária, informou nesta segunda (28) o portal ONU News, da Organização das Nações Unidas.

O auxílio tem chegado a quem precisa por meio de um consórcio entre o PMA (Programa Mundial de Alimentos), a Acnur (Agência das Nações Unidas para Refugiados) e a Arra (Agência da Etiópia para Refugiados e Repatriados).

O governo federal da Etiópia, em Adis Abeba, tem auxiliado a ONU a entregar pacotes com misturas de grãos, milho e soja, além de legumes e óleo de cozinha.

Um em cada quatro eritreus em Tigré precisa de ajuda humanitária, estima ONU
Refugiados eritreus em campo em um dos campos de Tigré, na Etiópia, em março de 2016 (Foto: União Europeia/Anouk Delafortrie)

Cerca de 500 toneladas já foram distribuídas a refugiados eritreus instalados nos acampamentos de Mai Ayni e Adi Harush. O último megacomboio havia chegado à região em outubro, e carregava alimentos para dois meses.

Desde o início do conflito em Tigré, há múltiplos relatos de que a comunicação com o resto do país havia sido cortada. Os acessos eram restritos até para a chegada de ajuda humanitária.

Os refugiados que deixaram a Eritreia, governada desde 1993 pelo ditador Isaias Afwerki, agora têm de lidar com as disputas interétnicas entre os etíopes. Desde o início de novembro, a região de Tigré é palco de um conflito entre tropas locais e o governo central.

Muitos dos eritreus que vivem no país vizinho estão ali há anos, em acampamentos das Nações Unidas.

Tags: