Biden acusa o Irã e promete resposta militar a ataque que matou soldados dos EUA

Washington culpa grupos apoiados por Teerã por operação com drones que deixou três mortos e dezenas de feridos na Jordânia

Um ataque de drones atribuído a grupos rebeldes armados patrocinados pelo Irã atingiu uma base militar norte-americana na Jordânia, na noite de domingo (28), pelo horário local, e deixou três militares mortos, além de dezenas de feridos. O presidente Joe Biden confirmou o ocorrido e prometeu contra-atacar, de acordo com a rede CNN.

A agressão, cujos autores não foram identificados nominalmente, atingiu um posto avançado das Forças Armadas dos EUA no nordeste da Jordânia, perto da fronteira com a Síria. Ao menos 34 pessoas ficaram feridas, enquanto três combatentes tiveram as mortes confirmados.

“Vamos responder”, disse o presidente, que apontou Teerã como indiretamente responsável pelo ataque. “Sabemos que foi executado por grupos militantes radicais apoiados pelo Irã que operam na Síria e no Iraque”, acrescentou.

Joe Biden, presidente dos EUA (Foto: Gage Skidmore/WikiCommons)

Embora instalações militares norte-americanas já viessem sendo atacadas por grupos rebeldes no Oriente Médio, quase sempre com acusações contra o Irã de apoio às agressões, este é o primeiro episódio com vitimas fatais. E tende a aumentar consideravelmente a tensão na região, em ebulição desde 7 de outubro do ano passado, quando o Hamas atacou Israel de surpresa e matou 1,2 mil pessoas.

O governo iraniano, entretanto, negou as acusações de envolvimento. Segundo a agência estatal de notícias IRNA, a missão diplomática do país na ONU (Organização das Nações Unidas) disse que Teerã não tem “nada a ver com o ataque à base dos EUA”, sendo a agressão uma retaliação de grupos de resistência que estão em conflito com as forças norte-americanas na região.

Por enquanto, a principal suspeita de responsabilidade pelo ataque recai sobre a Resistência Islâmica, um grupo do Iraque que controla uma série de milícias supostamente apoiadas pelo Irã no Oriente Médio. Sem citar a base norte-americana como alvo, os rebeldes disseram ter atacado uma série de alvos na região da fronteira entre Jordânia e Síria, perto de onde estão instalados os soldados dos EUA.

O Centom (Comando Central, na sigla em inglês) das Forças Armadas norte-americanas, informou que há atualmente cerca de 350 militares estacionados na base atingida pelos drones. Eles “realizam uma série de funções de apoio importantes, incluindo apoio à coligação para a derrota duradoura do EI (Estado Islâmico).”

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