No 2º trimestre, economia argentina sofreu baque mais forte que o da crise de 2002

Perda no PIB local chegou a 19,1% nos meses entre março e maio de 2020; há 18 anos, colapso fez fluxo encolher 16,2%
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Na Argentina, o impacto da pandemia do novo coronavírus no segundo trimestre deste ano foi pior que do primeiro trimestre de 2002, epicentro da maior crise enfrentada pelo país.

O PIB (Produto Interno Bruto) registrou queda de 19,1% no segundo trimestre deste ano, ante o mesmo período de 2019. Há 18 anos, a moratória na dívida e colapso da paridade do peso com o dólar derrubaram a economia local em 16,2%.

A informação é do Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos).

No 2º trimestre, economia argentina sofreu baque mais forte que o da crise de 2002
Turista no bairro de La Boca, em Buenos Aires, na Argentina; imagem é de 2015 (Foto: Flickr/Kevin Dooley)

Os setores que mais sofreram com as medidas de contenção do novo coronavírus foram a indústria e o comércio, com diminuição de 20,8% e 16,9% no período, ante o ano passado.

A importância dessas duas áreas na estrutura produtiva argentina teve fundamental importância no resultado final.

O setor de hotéis e restaurantes registrou diminuição de 73,4%. O consumo privado, por sua vez, diminuiu 22,3%. As importações para a Argentina caíram 30,1%.

Já o baque nos investimentos chegou a 38,4% – o principal motivo foi a quase paralisação do setor de construção civil durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19.

Em junho, a economia já dava sinais de recuperação. A retomada foi de 7,4% ante maio e ocorreu graças ao retorno gradual das atividades após o rígido lockdown imposto pelo governo do presidente Alberto Fernández.

No acumulado do primeiro semestre, o PIB da Argentina diminuiu 12,6% se comparado com os seis primeiros meses de 2019. O Banco Central estima que o país fechará o ano com retração de 12%.

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