Ásia e Pacífico

ONU: Voos ajudam Timor Leste a analisar estrago causado pelas cheias

Cerca de 1,6 mil hectares de arroz e 295 hectares de milho foram danificados pelas piores enchentes dos últimos 40 anos

Este conteúdo foi publicado originalmente no portal ONU News, da Organização das Nações Unidas

O Programa Mundial de Alimentos realizou uma série de voos de avaliação para saber a exata extensão dos danos agrícolas e de infraestruturas causados ​​pelas cheias deixadas após o ciclone Seroja, que atingiu Timor Leste no início deste mês. 

Chuvas torrenciais e as piores inundações em 40 anos foram o resultado do desastre natural. O governo declarou estado de calamidade e pediu ajuda internacional. 

Em comunicado, o secretário de Estado da Proteção Civil, Joaquim Martins, disse que, com o apoio logístico do PMA, o governo timorense conseguiu distribuir materiais de socorro às famílias afetadas em 48 horas. Díli, a capital do país, foi a área mais atingida. 

ONU: Voos ajudam Timor Leste a analisar tamanho do estrago causados pelas cheias
Vista aérea de região perto de Dili, em Timor Leste, em abril de 2021 (Foto: ONU/Martine Perret)

Segundo Martins, “estas avaliações aéreas são críticas para ajudar a compreender a verdadeira extensão dos danos, não só em Dili, mas também em outros distritos.” 

Dados preliminares indicam que as cheias atingiram mais de 10,3 mil pessoas em oito municípios do Timor Leste. Em Dili, 76% da população sofreu com o desastre. Joaquim Martins contou ainda que, com a informação será possível “determinar as nossas necessidades, definir prioridades e conceber intervenções para o futuro.” 

Danos 

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pescas, há prejuízo em cerca de 1,6 mil hectares de arroz e 295 hectares de plantações de milho em seis municípios. Três voos avaliaram as perdas em Viqueque, Manatuto, Baucau, Manufahi, Ainaro, Covalima, Oecussi, Bobonaro e outros distritos, entre 16 e 21 de abril. 

O ministro da Agricultura e Pescas, Pedro Reis, informou que as cheias geraram danos em muitos esquemas de irrigação. “É arrasador porque a maioria da população é composta por agricultores de subsistência”, disse.

Avaliação 

A partir dessa semana, o PMA e a FAO (Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura) realizam uma missão de avaliação de safras e segurança alimentar para conhecer os impactos da crise na segurança alimentar. “Os voos permitiram avaliar os danos em dias em vez de semanas”, disse o diretor nacional do PMA no país, Dageng Liu.

A iniciativa, realizada em nome do governo, teve o apoio da Mission Aviation Fellowship, MAF. Liu se disse satisfeito porque “a parceria deu uma contribuição positiva para a recuperação do país das inundações arrasadoras.” 

Representantes da Secretaria de Estado da Proteção Civil, Ministério da Agricultura e Pesca, Ministério do Planejamento e Território, Ministério das Obras Públicas e da ONU têm participado das avaliações aéreas.