Em meio à crise de efetivo nas forças armadas, a Rússia tem recrutado homens embriagados para o serviço militar. Casos recentes relatam que indivíduos, muitas vezes detidos pela polícia enquanto alcoolizados, são levados a assinar contratos sem compreender as consequências. As informações são da Radio Free Europe.
Organizações de direitos humanos russas alertam que essa prática tem se tornado cada vez mais comum. “Ou eles assinam por ele enquanto ele está bêbado, ou o convencem a assinar. Depois, dizem que é escolha entre alistamento ou prisão”, relatou Sergei Krivenko, do grupo de direitos humanos Citizen and Army.

A escassez de soldados foi intensificada pelas baixas na guerra contra a Ucrânia, superando o ritmo de recrutamento. Desde a invasão em grande escala, Moscou mantém campanhas contínuas de recrutamento, incluindo prisioneiros, réus em investigação criminal e estrangeiros.
Além da pressão direta, há relatos de recrutamento direcionado a pessoas com dependência de álcool, drogas ou jogos de azar, já que os oficiais recebem bônus por cada contrato assinado. Especialistas afirmam que a liderança militar russa busca “bucha de canhão” em vez de soldados qualificados.
Dada a impopularidade de uma nova mobilização, o Kremlin evita anunciá-la formalmente, enquanto o porta-voz Dmitry Peskov afirma que não há planos de mobilização adicional.