Hungria e Eslováquia suspendem envio de diesel à Ucrânia após impasse no oleoduto Druzhba

Decisão ocorre após interrupção do fluxo de petróleo russo e amplia tensão entre governos da União Europeia e Kiev em meio à crise energética no Leste Europeu

A Hungria e a Eslováquia anunciaram a suspensão das exportações de diesel para a Ucrânia após a interrupção do fornecimento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba. A medida intensifica as tensões energéticas na região e amplia o embate político entre países da União Europeia (UE) e Kiev. As informações são da Euronews.

Segundo o governo húngaro, a decisão é necessária para garantir o abastecimento interno diante da paralisação do transporte de petróleo vindo da Rússia. O ministro das Relações Exteriores, Péter Szijjártó, afirmou que o envio de diesel só será retomado quando o fluxo de petróleo bruto for restabelecido.

Trecho do oleoduto Druzhba sobre o rio Stryi, na vila de Rozhirche, região de Lviv, oeste da Ucrânia (Foto: WikiCommons)

O transporte foi interrompido em 27 de janeiro, após danos registrados no oleoduto em território ucraniano. Relatos apontam que a estrutura foi atingida durante um ataque aéreo russo, agravando a já delicada situação energética do país.

Na Eslováquia, o primeiro-ministro Robert Fico confirmou que a refinaria estatal Slovnaft deixará de exportar diesel, priorizando o mercado interno. O governo eslovaco também anunciou a liberação de 250 mil toneladas de petróleo de suas reservas estratégicas.

A Comissão Europeia declarou que, apesar da interrupção, a segurança energética de Hungria e Eslováquia não está em risco imediato, citando estoques suficientes nos dois países.

Crise energética

A Ucrânia enfrenta uma das piores crises energéticas desde o início da guerra, com infraestrutura severamente danificada durante o inverno. A suspensão do diesel pode afetar setores estratégicos, incluindo transporte e geração de energia.

O episódio também evidencia a dependência de alguns países da UE em relação ao petróleo russo, mesmo após sucessivos pacotes de sanções econômicas contra Moscou. Kiev, por sua vez, tem pressionado seus parceiros europeus a reduzir completamente a compra de energia russa.

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