Presidente da Geórgia alerta para perigo de ataque russo

Crise e baixa nos preços do petróleo podem levar Rússia a posição de confronto com vizinhos, diz Salomé Zurabishvili
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A crise econômica e sanitária causada pelo coronavírus, associada à queda nos preços no petróleo, pode levar a Rússia a atacar seus vizinhos, avalia a presidente da Geórgia, Salomé Zurabishvili. A mandatária conversou com o diário britânico “Financial Times“.

Para Zurabishvili, ex-diplomata francesa naturalizada georgiana, quando o governo russo tem problemas internamente, tende a agredir os vizinhos em vez de “revisitar relações de uma maneira mais cooperativa”.

Os comentários ao jornal vêm em um momento de tensão entre a Rússia e a Geórgia no mar Negro, entre a Europa, a Anatólia e o Cáucaso. A maior parte dos problemas acontece nos territórios da Abkházia e da Ossétia do Sul, disputados entre os dois países.

Em 2008, uma invasão russa tomou a região, que representa cerca de um quinto do território da Geórgia.

Presidente da Geórgia alerta para perigo de ataque russo
A presidente da Geórgia Salomé Zurabishvili (Foto: Wikimedia Commons)

O governo georgiano afirma que, desde o início da pandemia, os russos vêm montando postos de fronteira, muros e instalando mísseis nas regiões. Também tem criado restrições “absurdas”, segundo Zurabishvili, no acesso de autoridades de Tbilisi na Ossétia do Sul, onde há grande população georgiana.

“As autoridades separatistas estão mais tensas nas suas relações e mais dispostas a controlar tudo. Não vemos evolução no lado russo também, não temos visto muita transparência em termos do que está acontecendo com a pandemia”, afirmou.

A presidente, eleita em 2018, tem buscado estreitar as relações com a União Europeia. A expectativa é de trazer mais turistas do bloco e aumentar investimentos em agricultura em seu país.

“Para nós, está mais claro que nunca que a única perspectiva para sair dessa crise é fazer isso junto com nossos parceiros europeus“, afirmou.

Historicamente, a Rússia não vê com bons olhos um maior alinhamento de países em sua antiga área de influência aos europeus.

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