A Europa voltou a dominar o ranking mundial de poder dos passaportes, com 30 países entre os 10 primeiros colocados no Índice de Passaportes Henley 2026. Apesar da forte presença europeia, Singapura manteve a liderança global pelo segundo ano consecutivo, consolidando-se como o passaporte mais poderoso do mundo. As informações são do Euronews.
Segundo o levantamento, o passaporte de Singapura garante acesso sem visto a 192 destinos. Logo atrás aparecem Japão e Coreia do Sul, empatados na segunda posição, com entrada facilitada em 188 países. A estabilidade política, aliada a acordos diplomáticos estratégicos, explica o protagonismo asiático no topo do ranking.

Na terceira colocação, cinco países europeus dividem a posição, com acesso a 186 destinos: Dinamarca, Luxemburgo, Espanha, Suécia e Suíça. Logo abaixo, com acesso a 185 destinos, aparecem Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Holanda e Noruega. Hungria, Portugal, Eslováquia, Eslovênia e Emirados Árabes Unidos completam o grupo dos cinco primeiros colocados.
Apesar do desempenho expressivo da Europa, o índice também revela desigualdades internas e regionais. Países como Belarus e Kosovo seguem com acesso restrito. O passaporte bielorrusso permite entrada sem visto em apenas 79 países, ocupando a 60ª posição, enquanto o Kosovo aparece em 59º lugar, com acesso a 81 destinos, empatado com China e Botsuana.
Ainda assim, o Kosovo é citado como um dos países que mais avançaram desde 2016, com uma escalada de 38 posições, refletindo uma melhora gradual em sua inserção diplomática.
Brasil e América do Sul
Na América do Sul, o Chile é o país mais bem colocado no ranking, ocupando a 13ª posição, com acesso sem visto a 175 destinos. Logo atrás aparece o Brasil, empatado com a Argentina na 16ª colocação. Os passaportes brasileiro e argentino garantem entrada facilitada em dezenas de países e superam diversas nações tradicionalmente fortes no turismo e nos negócios internacionais, reforçando o peso diplomático da região no cenário global.
O bom desempenho do Brasil reflete acordos bilaterais consolidados, além da relevância do país em fóruns multilaterais e relações internacionais, mantendo o passaporte brasileiro entre os mais fortes do hemisfério sul.
Destaques fora da Europa
Fora da Europa e da Ásia, o principal avanço das últimas duas décadas é atribuído aos Emirados Árabes Unidos. O país subiu 57 posições no Índice de Passaportes Henley nos últimos 20 anos e hoje ocupa o quinto lugar, superando o Reino Unido, que caiu para a sétima posição.
Os Estados Unidos permanecem na 10ª colocação, com acesso sem visto a 179 destinos, repetindo em 2026 o pior desempenho histórico já registrado no índice, alcançado pela primeira vez em 2025.
Segundo Christian Kaelin, presidente da Henley & Partners, consultoria responsável pela elaboração do ranking, o poder do passaporte tornou-se um fator decisivo para oportunidades econômicas, segurança e participação global. Para ele, embora o acesso médio a destinos internacionais tenha aumentado, as vantagens de mobilidade seguem cada vez mais concentradas entre países economicamente fortes e politicamente estáveis.