Uma nova avaliação científica alerta que planos de geoengenharia para conter o derretimento das regiões polares – como refletir a luz solar ou erguer barreiras submarinas – são caros, inviáveis e potencialmente perigosos. O relatório, publicado na revista Frontiers in Science, defende que a prioridade deve ser reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa. As informações são da Sky News.
“O uso da tecnologia como solução é uma falsa promessa”, afirmou o professor Martin Siegert, glaciologista da Universidade de Exeter, na Inglaterra, e coordenador do estudo. “Algumas pessoas podem acreditar que existe uma cura tecnológica para o planeta, mas simplesmente não é viável”, defende.
O Ártico aquece pelo menos três vezes mais rápido que o restante do planeta, agravando o aumento do nível do mar e o risco de eventos climáticos extremos.

Apesar do alerta, cientistas da Universidade de Cambridge devem realizar neste inverno um dos primeiros testes de geoengenharia no Ártico. A proposta é usar bombas para espalhar água do mar congelada sobre o gelo flutuante, tornando-o mais espesso e resistente ao derretimento.
“Se esperarmos 20 anos sem explorar opções, poderemos estar em uma situação terrível”, disse Shaun Fitzgerald, diretor do Centro de Reparação Climática da instituição.
O projeto é financiado pela Agência de Pesquisa e Invenção Avançada (ARIA), do governo britânico, e prevê inicialmente quatro bombas instaladas em um quilômetro quadrado de gelo marinho. A visão de longo prazo é chegar a até um milhão de bombas, cobrindo 10% do Ártico.