O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que mais de 18,5 mil pessoas ainda precisam de evacuação médica urgente da Faixa de Gaza. O alerta foi feito em meio à deterioração das condições de saúde no território e à limitação do acesso a tratamentos especializados. As informações da Anadolu.
Segundo Tedros, apenas na última semana a OMS apoiou a evacuação de 18 pacientes e 36 acompanhantes de Gaza para a Jordânia. Os pacientes necessitavam de atendimento para traumas e doenças graves, como câncer, problemas gastrointestinais, renais, imunológicos e outras enfermidades complexas.

Em publicação na plataforma X, o chefe da OMS agradeceu à Jordânia pela solidariedade e pelo acolhimento contínuo de pacientes palestinos. De acordo com ele, desde outubro de 2023, mais de 10,7 mil pessoas foram evacuadas de Gaza para receber tratamento especializado em mais de 30 países.
Apesar disso, a demanda segue elevada. Entre os mais de 18,5 mil pacientes que ainda aguardam evacuação médica urgente, cerca de 4 mil são crianças. A OMS também pediu a retomada das evacuações para a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, como forma de ampliar o acesso a cuidados de saúde.
O conflito iniciado em outubro de 2023 deixou a Faixa de Gaza em ruínas. De acordo com dados divulgados pelas autoridades de saúde locais, mais de 71 mil pessoas foram mortas, a maioria mulheres e crianças, e mais de 171 mil ficaram feridas em decorrência da ofensiva militar israelense.
Mesmo após o cessar-fogo iniciado em 10 de outubro, os ataques continuaram. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 442 palestinos foram mortos e outros 1.236 ficaram feridos desde o início da trégua.
A OMS reforça que a ampliação das evacuações médicas internacionais é essencial para salvar vidas e reduzir o impacto da crise humanitária em Gaza, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como crianças e pacientes com doenças crônicas.