Irã projeta aumento de 200% no orçamento de defesa após bombardeio de Israel

Se o aumento previsto for confirmado, país chegará a US$ 30,9 bilhões e se tornará o 14º do mundo em gastos com as Forças Armadas

O governo iraniano afirmou na terça-feira (29) que aumentará consideravelmente seu orçamento de defesa após os ataques de Israel contra suas instalações militares do país, ocorridos no final de semana. as informações são da rede Deutsche Welle (DW).

“Um aumento considerável de 200% foi observado no orçamento de defesa do país”, disse o porta-voz do governo iraniano Fatemeh Mohajeran, sem dar um prazo para a ampliação da verba.

De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês), Teerã teve um orçamento de defesa de US$ 10,3 bilhões em 2023, o 26º maior do mundo. Com o aumento previsto por Mohajeran, chegaria a US$ 30,9 bilhões e saltaria para a 14ª posição.

Bandeira iraniana: investimento militar projetado para aumentar drasticamente (Foto: Adam Jones/Flickr)o

Caso as novas cifras sejam confirmadas, o irã passaria a ter um orçamento militar capaz de rivalizar com o de Israel, que foi de US$ 27,5 bilhões no ano passado. De acordo com a rede Al Jazeera, o debate em torno do aumento do orçamento está em andamento e deve ser concluído até março de 2025.

Em termos de material humano, o Irã já tem um dos maiores contingentes do mundo. Dados fornecidos pelo site Statista indicam que o país tem o oitavo maior exército do mundo, com 610 mil homens na ativa.

O anúncio surge dias após os ataques de Israel contra bases militares iranianas. Segundo autoridades israelenses e norte-americanas, cem jatos foram usados na operação, danificando inclusive instalações usadas por Teerã para produzir mísseis.

O governo iraniano, por sua vez, minimizou o impacto e afirmou que a maioria dos mísseis disparados por Israel foi interceptada, sendo que os demais causaram “danos limitados”, conforme relato da rede BBC.

O objetivo da operação não foi apenas reduzir o poder de fogo iraniano. Também visou comprometer o fornecimento de armas a seus principais grupos patrocinados, como o Hezbollah, no Líbano, e os Houthis, no Iêmen.

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