Oriente Médio

Paquistão reabre posto de fronteira com Afeganistão em área sob controle talibã

Poucas horas antes da reabertura, 46 soldados afegãos atravessaram a fronteira em busca de refúgio no Paquistão

O Paquistão anunciou na segunda-feira (26) a reabertura de um posto de fronteira com o Afeganistão no sudoeste do país. Logo nas primeiras horas após a reabertura, o posto de Chaman-Spin Boldak registrou a travessia de mais de 100 caminhos rumo ao território afegão, segundo a agência Reuters.

A passagem estava fechada desde que se intensificou a disputa pelo controle da região fronteiriça no Afeganistão. Agora, a intenção do governo paquistanês é manter a travessia em operação durante seis dias por semana. Poucas horas antes da reabertura, 46 soldados afegãos atravessaram a fronteira em busca de refúgio no Paquistão após o Taleban assumir o controle de seus postos.

Exercício militar dos EUA na fronteira do Afeganistão com o Paquistão, em setembro de 2011 (Foto: U.S. Army/Ken Scar)

O general Kenneth McKenzie, chefe do Comando Central dos EUA e supervisor das forças do país no Afeganistão, disse no domingo (25) que o governo afegão tentava recuperar o controle da região de Spin Boldak.

Do lado afegão, não há informações precisas sobre quem faz o controle de imigração desde que os talibãs assumiram o controle da área fronteiriça.

Tensão na fronteira

Uma fronteira que tem se tornado especialmente tensa na região é entre Afeganistão e Tadjiquistão. Conforme o avanço do Taleban, militares tadjiques têm sido mobilizados, e mais de 200mil tropas já foram enviadas à zona fronteiriça. No início do mês, mais de mil soldados afegãos atravessaram a fronteira em busca de abrigo no país vizinho.

Devido ao problema, os exércitos de Rússia e Uzbequistão vão se unir ao Tadjiquistão para uma série de manobras militares no mês de agosto. As forças armadas russas devem deslocar para a região unidades veiculares de montanha, tanques e estrutura de artilharia.

“Vamos aperfeiçoar os esforços militares conjuntos contra formações armadas ilegais que intervêm no território de um país aliado“, disse o comandante do Distrito Militar Central da Rússia, Aleksandr Lapin.