China quer dobrar arsenal nuclear, segundo relatório do Pentágono

Política de Beijing mira longo prazo, com novos investimentos para aumentar capacidade nuclear e tática global
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Um relatório do Pentágono, divulgado nesta terça (1), aponta que a China planeja dobrar seu arsenal nuclear na próxima década. Outras áreas militares já igualaram ou até superaram a norte-americana, como a engenharia naval e de mísseis.

Beijing também almeja ter, em cinco anos, cerca de 200 ogivas para mísseis balísticos intercontinentais. A meta é criar capacidade de ameaçar os EUA, indica o material, enviado ao Congresso norte-americano.

Os chineses investem em um “sistema tríplice” de competências nucleares, aponta o documento, elaborado pelo Departamento de Defesa.

China quer dobrar arsenal nuclear, segundo relatório do Pentágono
Tropas chinesas em Ngaba, no Tibet, invadido desde 1959; imagem é de 2011 (Foto: Wikimedia Commons)

Além do desenvolvimento de tecnologias de alcance intercontinental e de arsenal nuclear, o Exército local também aposta em capacidades nucleares de uso marítimo e em terra.

Política mira longo prazo

A China deve continuar nos próximos anos a política de Estado de aumentar os investimentos em defesa em uma proporção superior à do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

Em 2019, o país investiu – oficialmente – US$ 174 bilhões em defesa, ante US$ 685 bilhões dos EUA. Contudo, a cifra oficial omite despesas de pesquisa e desenvolvimento e compras de armas estrangeiras. Com esses valores, o investimento supera os US$ 200 bilhões.

Os responsáveis pelo relatório alertam para uma possível invasão chinesa a Taiwan, caso a ilha busque formalizar sua independência.

A chamada “província rebelde” é na prática independente desde a revolução comunista, em 1949. Para a China, reincorporar a ilha de Formosa a seu território é ponto não negociável de política externa.

As constatações do Departamento de Defesa reiteram preocupações dos EUA a respeito da resistência chinesa a negociar adesão nos tratados de não-proliferação nuclear com Washington e Moscou.

Na Ásia, Beijing tem expandido sua área de influência no Mar da China Meridional. Ilhas artificiais e bases têm sido construídas em águas internacionais, contrariando vizinhos como Filipinas e Vietnã.

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