Um robô humanoide foi usado neste domingo (30) para receber alunos do primeiro ano em uma escola primária de Zaozhuang, na província de Shandong, na China.
O robô participou da recepção dos estudantes na Wenhua Road Primary School, onde interagiu com as crianças, respondeu perguntas e realizou uma apresentação de dança. As imagens foram registradas neste domingo (30) e divulgadas pela Reuters.
A utilização do robô em uma escola ocorre enquanto a China acelera o desenvolvimento e a adoção de máquinas humanoides.

O país realizou nesta semana, em Beijing, a segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides. O evento reuniu mais de 2 mil robôs de 666 equipes, em competições que incluíram corrida, levantamento de peso, futebol, tarefas domésticas e atividades de emergência.
Um dos destaques foi o robô chinês Tiangong Ultra, que completou os 100 metros em 8,86 segundos, superando o recorde mundial humano de Usain Bolt, de 9,58 segundos. O robô, porém, caiu após cruzar a linha de chegada.
Robôs
A expansão da robótica humanoide faz parte de uma estratégia maior da indústria chinesa de tecnologia.
Mais de 150 empresas chinesas estão desenvolvendo robôs humanoides, e o governo chinês destinou mais de US$ 230 milhões ao setor apenas no primeiro semestre de 2026, segundo uma investigação da Reuters publicada nesta semana.
A aposta é utilizar essas máquinas em atividades industriais, serviços e outras funções que podem ser afetadas pela redução da população economicamente ativa e pelo envelhecimento da sociedade chinesa.
A utilização em escolas acrescenta uma nova frente ao processo: a interação direta entre robôs e crianças.
Limitações
Apesar dos avanços, os robôs humanoides chineses ainda apresentam limitações importantes. Demonstrações de dança, corrida e outras atividades são mais avançadas do que a capacidade das máquinas de executar tarefas complexas de forma autônoma. Robôs também enfrentam dificuldades de adaptação, precisão e tomada de decisões em ambientes reais.
A própria competição realizada em Beijing mostrou essas limitações. Robôs caíram durante provas, tiveram problemas mecânicos e, em algumas situações, dependeram de intervenção humana.
Ainda assim, a presença de um humanoide na recepção de uma escola mostra uma mudança no tipo de exposição dessas máquinas: elas começam a aparecer não apenas em feiras de tecnologia e competições, mas também em ambientes cotidianos.
Em Zaozhuang, a função do robô foi simples: receber os alunos, conversar com eles e fazer uma apresentação.