Os Estados Unidos ampliaram drasticamente a ofensiva militar na Somália, realizando mais de 100 ataques aéreos somente neste ano, um salto de mais de dez vezes em relação aos 10 bombardeios efetuados em 2024, durante o governo Biden. Os dados foram confirmados pelo Comando dos EUA para a África (Africom). As informações são da Fox News.
A operação mais recente ocorreu na terça-feira, quando militares do Africom conduziram um ataque aéreo seguido, segundo relatos locais, de um tiroteio que durou até quatro horas contra jihadistas do Estado Islâmico (EI) da Somália, na região autônoma da Puntlândia, no norte do país. De acordo com o comando militar, a ação foi planejada “em coordenação com o Governo Federal da Somália”.

Fontes locais afirmam que drones MQ-9 Reaper lançaram mísseis contra combatentes que se escondiam em uma grande caverna, seguidos por um ataque envolvendo helicópteros. Também há relatos de desembarque de tropas americanas, informação negada oficialmente por autoridades dos EUA. O Africom reiterou que não houve operação terrestre e que não divulgará detalhes de unidades envolvidas por questões de segurança.
Até o momento, 59 dos 101 ataques realizados neste ano foram direcionados especificamente ao Estado Islâmico da Somália. A intensificação ocorre em meio à preocupação com a expansão de grupos jihadistas, incluindo o al-Shabab, aliado da Al-Qaeda.
Imagens divulgadas pelo Africom mostram aeronaves americanas decolando de porta-aviões para apoiar as operações. Em agosto, o comandante do Africom, general Dagvin Anderson, afirmou que as ações demonstram o “compromisso em manter americanos e parceiros seguros da ameaça do terrorismo global”.
Especialistas alertam que, enquanto os EUA concentram esforços contra o EI na Puntlândia, o al-Shabab tem aproveitado a mudança de foco para reconsolidar áreas de influência no centro e no sul do país. A Chatham House destacou que as disputas internas entre o Governo Federal da Somália e Estados-membros como Puntlândia e Jubalândia dificultam a coordenação das ações de combate ao terrorismo.
Em maio, o então comandante do Africom, general Michael E. Langley, afirmou à Air & Space Forces Magazine que os EUA estão “ativamente perseguindo e eliminando jihadistas” na região.