África

EUA lançam ataque contra grupo extremista Al-Shabaab na Somália

Ofensiva aérea contra rebeldes da milícia islâmica ocorreu na sexta-feira

Os Estados Unidos lançaram na sexta-feira (23) o segundo ataque aéreo contra rebeldes da milícia islâmica Al-Shabaab, na Somália. A informação foi dada pela porta-voz do Departamento da Defesa dos EUA, Cindy King, à agência russa de notícias Sputnik.

Na semana passada, o portal norte-americano The Hill informou, citando a porta-voz, que o Pentágono lançou o primeiro ataque aéreo da era Biden contra as forças do grupo jihadista, que é vinculado à Al-Qaeda. O ataque foi coordenado com o governo da Somália. De acordo com Washington, não há vítimas entre a população civil.

Forças da Somália em Saa’moja, após tomar o último bastião urbano remanescente do grupo extremista Al Shabaab, outubro de 2012 (Foto: Wikimedia Commons)

“O Departamento de Defesa pode confirmar que hoje, em coordenação com o governo federal da Somália, o Comando dos Estados Unidos para a África realizou um ataque aéreo contra o Al-Shabaab na região de Galmudug, na Somália”, disse King.

Cindy King afirmou que as forças norte-americanas consultaram remotamente e fizeram recomendações às Forças Armadas da Somália.

O Al-Shabaab luta para derrubar o governo somali e concentra seus ataques no sul e no centro da Somália. As atividades envolvem ataques a grupos de ajuda humanitária, extorsão contra a população local e a proteção de terroristas internacionais que se escondem na Somália.

Dados apontam que os extremistas estiveram em 440 episódios violentos no país entre julho e setembro do ano passado – o maior número desde 2018.

No Brasil

Casos mostram que o Brasil é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino.

Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos.

Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram.