Agricultura familiar na América Latina e Caribe recebe investimento da ONU

Fundo da ONU destinará US$ 554 milhões para a recuperação de pequenos agricultores durante a pandemia
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O Fida (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola) das Nações Unidas irá investir US$ 554 milhões na recuperação da agricultura familiar na América Latina e Caribe durante a pandemia do novo coronavírus.

“Interromper a disseminação do vírus é uma prioridade, mas também é necessário garantir que a crise da saúde não leve a uma crise alimentar”, disse Rossana Polastri, diretora do Fida para a América Latina e o Caribe.

Para Polastri, garantir a capacidade produtiva dos pequenos agricultores auxilia a manter o fluxo de alimentos saudáveis para os consumidores.

As ações do Fida incluem o desenvolvimento de ferramentas digitais que ajudem os agricultores a comercializarem seus produtos. Também vai promover o uso da infraestrutura e práticas agrícolas verdes, para a sustentabilidade da produção, e fornecer assistência técnica aos governos.

O fundo da ONU trabalha ainda na simplificação do desembolso de recursos pró-agricultura familiar. Outros objetivos do programa são melhoria do acesso a programas públicos de compra de alimento e no fornecimento de cadeias de suprimentos locais.

Agricultura familiar na América Latina e Caribe recebe investimento da ONU
Plantação de milho na colônia Okinawa, em Santa Cruz, Bolivia (Foto: CIAT/Flickr)

Outras partes do mundo

Em abril, o Fida destinou cerca de US$ 40 milhões para auxiliar comunidades rurais. Destinado a regiões pobres, o auxílio tem como objetivo manter o plantio e a colheita mesmo durante a pandemia.

O auxílio seria destinado a compra de insumos para a produção de alimentos, a garantir a liquidez financeira desses produtores; e ao auxílio nas vendas.

O Programa Mundial de Alimentos da ONU apontou em janeiro deste ano que a África subsaariana é a região onde pode haver a maior escalada da fome nos próximos meses. Isso sem levar em consideração os impactos da pandemia.

Países como Zimbábue, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e Nigéria são os que correm maior risco.

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