Ásia e Pacífico

Contra a pesca ilegal chinesa e a presença estrangeira, Taiwan apresenta nova fragata

Defesa de pesqueiros locais contra o assédio de arrastões de fora da ilha e monitoramento da marinha estrangeira estão entre as missões do barco-patrulha

Para aperfeiçoar o trabalho de monitoramento de navios estrangeiros, tripulações de pesca ilegal da China e embarcações em perigo, a Guarda Costeira de Taiwan (CGA) anunciou nesta quarta-feira (8) o início das operações de uma nova fragata ao largo do Condado de Taitung, informou o jornal Taiwan News.

O barco-patrulha PP-3595, de 35 toneladas, chegou nesta terça-feira (7) ao sudeste do país e deve ser utilizado em diversos tipos de missões realizadas regularmente na área.

Os trabalhos incluem operações de emergência, como serviços de remoção de pacientes na Ilha Orchid e Ilha Verde para hospitais na ilha autônoma de Taiwan. Outra importante utilização da fragata será a defesa de pesqueiros locais contra o assédio de arrastões estrangeiros, boa parte deles chineses, que realizam pesca “ilegal, não comunicada e não regulamentada” (IUU, na sigla em inglês) naquela região.

O barco-patrulha PP-3595, novo reforço nas águas taiwanesas (Foto: VesselFinder/Divulgação)

As autoridades taiwanesas também detalharam que o novo barco-patrulha estará atento à presença de navios da marinha estrangeira. Houve movimentação estrangeira intensa nos últimos dias. Uma embarcação norte-americana, quatro chinesas e uma sul-coreana foram avistadas em águas taiwanesas desde o início do mês.

A nova embarcação da CGA é equipada com canhões de água com capacidade para atingir alvos a até 60 metros de distância, seja para apagar incêndios ou para afugentar intrusos, informou a CNA. O barco-patrulha pode atingir uma velocidade máxima de 45 nós (83 km/h), e tem autonomia para percorrer um máximo de 600 milhas náuticas.

Operações conjuntas

Em agosto, após um encontro entre autoridades das guardas costeiras de Taiwan e EUA, foram debatidos assuntos de pesca ilegal e operações conjuntas de resgate, a fim de estabelecer uma patrulha conjunta na costa leste taiwanesa.

Na ocasião, ambas nações firmaram o compromisso de realizarem reuniões mais frequentes para discutir questões de interesse mútuo, além de fortalecerem suas capacidades de resposta aos desafios marítimos.

O episódio irritou a China, que se opõe a qualquer tipo de aliança militar entre os Estados Unidos e a ilha autônoma.