Em meio à pandemia, Coreia do Sul tem maior adesão a eleição desde 1992

Em Seul, ex-diplomata e desertor norte-coreano foi eleito para o Legislativo pela primeira vez
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A pandemia do novo coronavírus não manteve o eleitor em casa nas eleições parlamentares sul-coreanas do último dia 15. Pelo contrário: a participação foi de 66,2%, maior índice para um pleito do tipo desde 1992, segundo a Comissão Nacional de Eleições da Coreia do Sul.

A situação, liderada pelo presidente Moon Jae-in, do Partido Democrata, conquistou 180 dos 300 assentos na Assembleia Nacional. A resposta considerada eficaz do governo sul-coreano em relação ao Covid-19 ajudou a legenda a recuperar a popularidade perdida em fevereiro, em meio a escândalos.

O país foi um dos primeiros a passar por eleições nacionais durante a pandemia. Os 14 mil locais de votação foram desinfectados e os eleitores usaram máscaras e luvas, mantendo distanciamento entre si.

Cerca de 2,8 mil pacientes diagnosticados com o novo coronavírus foram autorizados a votar por carta ou em uma cabine especial.

Após o fechamento das urnas, mais de 13 mil sul-coreanos em quarentena obrigatória também votaram, escoltados por policiais.

Coreia do Sul teve recorde de participação em eleições parlamentares mesmo diante da pandemia (Foto: Wikimedia Commons)

Desertor eleito

Pela primeira vez, um desertor da Coreia do Norte foi eleito para o Legislativo no sul. Ex-diplomata em Londres, Thae Yong-ho deixou o regime de Kim Jong-un em 2016 e fugiu para o sul com a esposa e os filhos.

Yong-ho passou a denunciar as violações de direitos humanos na Coreia do Norte e a estratégia nuclear do ditador norte-coreano.

O agora deputado é também crítico à política de apaziguamento nas relações com Pyongyang, por parte de Moon Jae-in. O norte-coreano foi eleito como deputado do distrito de Gangnam, em Seul, com 58,4% dos votos.

Coreia do Norte

O governo sul-coreano se pronunciou nesta segunda (27) para descartar os boatos de que líder norte-coreano, Kim Jong-un, estaria com problema de saúde. As informações são da agência de notícias Associated Press.

As especulações sobre o estado de saúde de Kim Jong-un vem aumentando diante do silêncio do regime sobre seu paradeiro. Os rumores aumentaram após o ditador perder as comemorações do aniversário de 108 anos do avô e fundador do atual regime, Kim Il Sung, no último dia 15.

A situação preocupa Coreia do Sul e Estados Unidos, que passaram os últimos dois anos em negociação com o regime norte-coreano pela desnuclearização do país.

Há temores de possível instabilidade na Coreia do Norte em caso de sucessão, ainda não confirmada.

Um veículo administrado por desertores norte-coreanos especula que o líder do país teria passado por uma cirurgia cardiovascular no início deste mês e que estaria se recuperando em uma província de Pyongan do Norte. Não há confirmação de que a notícia seja verdadeira.

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