A Nova Zelândia, país de 5,3 milhões de habitantes, anunciou planos para investir cerca de US$ 7 bilhões em suas forças armadas nos próximos anos. O objetivo é modernizar equipamentos, ampliar capacidades de ataque e reforçar a presença militar frente ao aumento da influência da China no Pacífico Sul. As informações são do Wall Street Journal.
Entre os principais investimentos estão a aquisição de novos helicópteros MH-60R Seahawk, drones para vigilância aérea e marítima, mísseis antitanque e modernizações em bases militares antigas. Além disso, o país lançou uma campanha de recrutamento para recuperar o efetivo perdido para empregos no exterior.

A necessidade de reforço militar se tornou evidente após exercícios navais chineses próximos à Nova Zelândia, que demonstraram a capacidade de Beijing de projetar força em regiões distantes.
“As pessoas perceberam que não podemos simplesmente ficar no fim do mundo e esperar que ninguém saiba onde estamos”, afirmou a ministra da Defesa, Judith Collins.
Especialistas apontam que o fortalecimento das forças armadas neozelandesas também beneficia os Estados Unidos, ao contribuir para a segurança de rotas marítimas estratégicas e monitoramento das atividades chinesas na região. A Nova Zelândia mantém alianças militares com a Austrália e integra a rede de inteligência “Five Eyes”, que inclui EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália.
Os desafios das forças armadas locais incluem frota naval envelhecida e número reduzido de militares da ativa. Nos últimos anos, três dos oito navios da Marinha foram desativados, e incidentes como o naufrágio do navio de pesquisa HMNZS Manawanui reforçaram a necessidade de modernização.
O investimento de US$ 7 bilhões deve aumentar os gastos militares do país de pouco mais de 1% para mais de 2% do PIB nos próximos oito anos, incluindo a contratação de 2.500 novos militares. Para Collins, “o mundo não é um lugar calmo no momento”, reforçando a urgência do plano de modernização.
O movimento da Nova Zelândia acompanha tendências globais: Austrália, Singapura, Coreia do Sul, Japão e Filipinas também estão ampliando seus gastos e modernizando forças armadas diante de uma nova corrida militar no Indo-Pacífico.