Ásia e Pacífico

Paquistão informa que 11 combatentes do Estado Islâmico foram mortos em operação

A ação ocorreu em uma área onde insurgentes recentemente tiraram a vida de dois policiais

Forças antiterrorismo do Paquistão invadiram um esconderijo do grupo Estado Islâmico (EI) na conflituosa província de Mastung, no Baluchistão, na madrugada desta terça-feira (31), iniciando um ataque que resultou na morte de 11 rebeldes, disse a polícia local. As informações são da ABC News.

A operação ocorreu em uma área onde combatentes extremistas recentemente mataram dois policiais. Uma fonte relatou que os terroristas foram orientados a se render, porém, não teriam obedecido ao pedido e abriram fogo contra a unidade, o que resultou em retaliação. Foram apreendidos na ação cintos explosivos, granadas de mão e rifles de assalto.

O departamento antiterrorismo, braço da polícia paquistanesa que combate grupos insurgentes, não forneceu mais detalhes, nem informou a nacionalidade dos militantes mortos.

Polícia antiterrorismo paquistanesa em treinamento (Foto: Reprodução Twitter)

Região turbulenta

Tanto o Estado Islâmico quanto o Taleban paquistanês são atuantes no Baluchistão, que fica ao sudoeste do Paquistão. O EI reivindicou vários ataques na região nos últimos anos.

A violência local tem se intensificado, e ataques recentes contra as forças de segurança foram atribuídos a pequenos grupos separatistas insurgentes que lutam pela independência do Baluchistão e querem a instituição de um governo central em Islamabad, capital do Paquistão.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino.

Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.