Ásia e Pacífico

Autoridades do Baluchistão confirmam morte do principal líder do Taleban paquistanês

O comandante Riaz Thekedar era procurado pela explosão que deixou 80 mortos no hospital civil de Quetta, em 2016

O Departamento Contraterrorismo do Baluchistão confirmou a morte de Riaz Thekedar, o principal líder do TTP (Tehreek-e-Taliban), ala paquistanesa do Taleban. O comandante teria sido morto em uma operação na área de Agbara, na terça (25), disseram as autoridades ao diário indiano “The New India Express”.

Além do líder talibã, outros três militantes foram mortos e dois estão foragidos, disse a polícia paquistanesa. Os agentes ainda assumiram o controle de um grande esconderijo de armas pesadas e munições.

Thekedar teria relação com o ataque ao hospital civil de Quetta, em agosto de 2016. O atentado deixou 80 mortos e mais de 150 feridos após um terrorista suicida detonar explosivos em meio ao velório de um famoso advogado da região.

Autoridades do Baluchistão confirmam morte do principal líder do Taleban paquistanês
Combatentes do Tehreek-e-Taliban em vídeo lançado pelo grupo extremista em abril de 2021, Paquistão (Foto: Reprodução/Twitter/PatilSushmit)

O líder do Taleban paquistanês também era procurado por assassinatos, assaltos a bancos e pelo sequestro do filho do líder do partido Pashtunkhwa Milli Awami, Sardar Mustafa Tareen.

Associado à Al-Qaeda, o TTP está na lista de terroristas internacionais da ONU (Organização das Nações Unidas) desde 2011. Em abril, o grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque suicida que matou quatro pessoas e deixou 12 feridos em um hotel de luxo em Quetta, capital da província do Baluchistão.

O ataque ao Serena Hotel – tido como o mais seguro da região – ocorreu durante a estadia do embaixador chinês e de uma delegação de quatro diplomatas. Assim como no hospital em 2016, um homem-bomba acionou explosivos no estacionamento do hotel.

Próxima à fronteira com o Afeganistão, Quetta é alvo frequente de militantes extremistas e separatistas que exigem a independência do Baluchistão, que é a maior província do Paquistão e atinge áreas também de Irã e Afeganistão. Os insurgentes argumentam que o governo paquistanês monopoliza a exploração dos vastos recursos minerais da província.

No Brasil

Casos mostram que o país é um “porto seguro” para extremistas. Em dezembro de 2013, um levantamento do site The Brazil Business indicava a presença de ao menos sete organizações terroristas no Brasil: Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Hamas, Jihad Islâmica, Al-Gama’a Al-Islamiyya e Grupo Combatente Islâmico Marroquino. Em 2001, uma investigação da revista VEJA mostrou que 20 membros terroristas de Al-Qaeda, Hamas e Hezbollah viviam no país, disseminando propaganda terrorista, coletando dinheiro, recrutando novos membros e planejando atos violentos. Em 2016, duas semanas antes do início dos Jogos Olímpicos no Rio, a PF prendeu um grupo jihadista islâmico que planejava atentados semelhantes aos dos Jogos de Munique em 1972. Dez suspeitos de serem aliados ao Estado Islâmico foram presos e dois fugiram. Saiba mais.