Dados da ONU revelam disparidade entre países na luta contra Covid-19

Enquanto EUA tem 29 leitos e 25 médicos a cada 10 mil habitantes, Iêmen tem apenas sete leitos e três medicos
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O PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) lançou no último dia 29 dois painéis com dados que apontam a disparidade entre as capacidades de países para enfrentar e se recuperar da crise gerada pelo novo coronavírus.

O primeiro painel apresenta indicadores de 189 países, com indicadores de desenvolvimento, desigualdade, capacidade do sistema de saúde e acesso à internet.

O objetivo é reunir esses dados para avaliar como uma nação pode responder aos múltiplos impactos da pandemia.

A maioria dos países desenvolvidos, por exemplo, conta com uma média de 55 leitos hospitalares, mais de 30 médicos e 81 enfermeiros a cada 10 mil habitantes.

Em países em desenvolvimento, esses números caem para sete leitos, 2,5 médicos e seis enfermeiros para o mesmo número de pessoas.

Nos Estados Unidos, o painel aponta 29 leitos, cerca de 25 médicos e 86 enfermeiros para cada 10 mil habitantes. Além disso, a cada 100 pessoas, 33 tem assinatura fixa de banda larga.

Já no Iêmen, a cada 10 mil habitantes há sete leitos, cerca de três médicos e sete enfermeiros. De 100 pessoas, apenas 1,4 tem acesso a uma banda larga fixa.

Criança atendida em hospital da cidade de Halabja, no Iraque (Foto: Bikem Ekberzade/UN Photo)

Vulnerabilidade

O segundo painel aborda as vulnerabilidades de cada nação diante da crise. Os dados chamam atenção principalmente aos locais que já viviam em situação de pobreza antes mesmo da chegada da pandemia.

Cerca de uma em cada quatro pessoas é vulnerável ou vive em situação de pobreza multidimensional, que usa como indicadores a saúde, educação e padrão de vida da população.

Aqueles que não tem acesso a algum desses indicadores se enquadram na categoria. Além disso, mais de 40% da população global não tem nenhuma proteção social.

Países em desenvolvimento, por exemplo, gastam 5,3% do seu PIB (Produto Interno Bruto) com o sistema de saúde. Em países menos desenvolvidos, o índice cai para 4,2%.

Já entre os países membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), os gastos chegam a representar 12,6% do PIB dos países-membros.

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