Ásia e Pacífico

ONU: Guterres condena detenção de Suu Kyi e líderes políticos de Mianmar

Conselheira de Estado, presidente e outros dirigentes foram presos no domingo (31), após golpe militar no país

Este conteúdo foi publicado originalmente na agência ONU News, da Organização das Nações Unidas

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condena com veemência a detenção da conselheira de Estado de Mianmar, Aung San Suu Kyi, do presidente do país, U Win Myint, e de outros líderes políticos.

Segundo agências de notícias, as detenções aconteceram no domingo (31), quando os militares tomaram o poder na véspera da sessão de abertura do novo Parlamento.

Em nota, o chefe da ONU expressa sua grave preocupação com a declaração de transferência de todos os poderes legislativos, executivos e judiciais para os militares. Segundo Guterres, esses acontecimentos representam um golpe sério nas reformas democráticas em Mianmar.

ONU: Guterres condena detenção de Aung San Suu Kyi e líderes políticos de Mianmar
A ativista e presidente eleita de Mianmar, Aung San Suu Kyi, em visita ao Kremlin, na Rússia, em abril de 2019 (Foto: Kremlin)

“As eleições gerais que aconteceram em 8 de novembro de 2020 fornecem um forte mandato à Liga Nacional para a Democracia e refletem a vontade clara do povo de Mianmar de continuar no caminho duramente conquistado da reforma democrática”, pontuou.

Apelo

O chefe da ONU exorta a liderança militar a respeitar a vontade do povo de Mianmar e aderir às normas democráticas. “Todos os líderes devem agir no interesse maior da reforma de Mianmar”, disse.

O presidente da Assembleia Geral, Volkan Bozkir, também pediu a libertação imediata dos líderes políticos detidos. “As tentativas de minar democracia e o Estado de direito são inaceitáveis”, disse.

Em nota, a alta comissária para os direitos humanos, Michelle Bachelet, realçou relatos perturbadores de assédio e agressões a jornalistas, restrições à internet e redes sociais.

“Há limitação do acesso à informação e a liberdade de expressão em um momento crítico e assustador para o povo de Mianmar”, afirmou. Bachelet alertou ainda para a presença de segurança nas ruas da capital e outras cidades. “Alertamos ao risco de repressão violenta contra vozes dissidentes”.