Diplomacia

Reforma é essencial à relevância da ONU, diz líder de Assembleia-Geral

Assembleia Geral da ONU reunirá chefes de Estado a partir desta terça (15), para discutir mudanças e saídas à crise

Aos olhos de Volkan Bozkir, diplomata turco que presidirá a 75ª sessão da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), todas as instituições precisam se reformar para permanecerem relevantes – inclusive as Nações Unidas.

A Assembleia-geral é o maior conselho deliberativo da instituição e começa nesta terça (15), 100% online pela primeira vez em sua história.

Em entrevista, Bozkir afirmou que o aniversário de 75 anos da instituição é a oportunidade ideal para olhar ao que já foi alcançado. A partir disso, será possível superar desafios, como os deixados pela Covid-19.

“Não é apenas uma crise de saúde, mas uma crise social e econômica que exacerbou os desafios existentes, aqueles que a ONU tenta superar por meio da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável”, afirmou.

"Precisamos reformar para continuar relevantes", diz presidente da Assembleia Geral da ONU
O embaixador turco, Volkan Bozkir. é o presidente da 75ª Assembleia Geral da ONU (Foto: UN Photo/Mark Garten)

Criada nas cinzas das duas Guerras Mundiais, as Nações Unidas pavimentaram um caminho para os direitos humanos. Entre erros e acertos, a instituição requer revisão constante como qualquer outra, diz Bozkir.

“Apoio a agenda de reforma da ONU e as mudanças radicais que vimos nas áreas de paz e segurança, desenvolvimento e gestão. Essas etapas são cruciais para tornar a ONU mais unida e coerente”, reiterou.

Pandemia em foco

Hoje a principal pauta de reformas na ONU envolve a OMS (Organização Mundial da Saúde). Após acusações de suposta má administração, além de poucos recursos, um grupo de perícia independente analisará todos os passos desde o início da pandemia. O processo começa na quinta (17).

Os holofotes da Assembleia-Geral estarão todos voltados para a população mais vulnerável afetada pela pandemia da Covid-19, disse Bozkir. O objetivo é encontrar saídas multilaterais à crise do novo coronavírus.

Um exemplo de contribuição global é a vacina da Covid-19, ainda em desenvolvimento. “A vacina será um bem comum global compartilhado equitativamente? Esta é uma doença que não respeita fronteiras nacionais. Não estamos seguros até que estejamos todos seguros”, pontuou.