O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã mostrou sinais de fragilidade menos de 24 horas após ser anunciado, com ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano e retaliações iranianas a instalações petrolíferas em países do Golfo. Autoridades de ambos os lados tentam negociar a continuidade da trégua, marcada para discussão detalhada em Islamabad na sexta-feira (10). As informações são da Radio Free Europe.
A trégua de duas semanas mediada pelo Paquistão, firmada na terça-feira (7), buscava diminuir a tensão na região e abrir espaço para negociações de paz. No entanto, relatos de violações e confrontos no Líbano e no Golfo Pérsico colocaram a estabilidade do cessar-fogo em risco. Israel atacou mais de 100 alvos do Hezbollah em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do Líbano, enquanto o Irã afirmou que responderá caso a agressão continue.

O presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos esperam que o Irã permita a passagem livre de navios pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás mundial. Apesar de três navios terem atravessado o estreito nesta terça, as autoridades iranianas ainda exigem permissões específicas, o que mantém a tensão na região.
Enquanto Washington e Teerã se preparam para a reunião em Islamabad, especialistas afirmam que o cessar-fogo é uma “pausa tática”, e a possibilidade de escalada continua, dada a capacidade militar de ambos os lados e o controle iraniano sobre a passagem marítima.