Europa cria coalizão com Ucrânia para enfrentar ameaça de mísseis balísticos da Rússia

Dez países anunciam plano conjunto de defesa antimíssil durante reunião em Paris. Iniciativa busca ampliar a proteção do continente diante da escalada militar russa

A Ucrânia e outros nove países europeus anunciaram nesta segunda-feira (13) a criação de uma coalizão voltada ao desenvolvimento de uma capacidade conjunta de defesa contra mísseis balísticos. O anúncio foi feito durante uma reunião em Paris com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e líderes de diversas nações europeias, em meio à crescente preocupação com os ataques russos e seus impactos na segurança continental. As informações são da Associated Press.

Participam da iniciativa, além de Kiev, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido. Em comunicado conjunto, os países afirmaram que o objetivo é construir uma arquitetura integrada de defesa antimíssil capaz de proteger a Europa contra ameaças futuras.

Segundo os líderes, os mísseis balísticos representam um desafio crescente por serem mais difíceis de interceptar do que drones ou mísseis de cruzeiro.

Volodymyr Zelensky e Emmanuel Macron em foto de 2025 (Foto: WikiCommons)

A proposta surge após mais de quatro anos de guerra na Ucrânia, conflito que transformou o país em um laboratório de defesa aérea em condições reais de combate. Os signatários destacaram a experiência adquirida por Kiev na proteção de seu território contra ataques russos como um dos principais ativos para o desenvolvimento do projeto europeu.

Durante o encontro, Zelensky buscou ampliar o apoio internacional para fortalecer os sistemas de defesa capazes de enfrentar os bombardeios russos, que continuam atingindo cidades e infraestrutura ucranianas. Ao mesmo tempo, governos europeus avaliam que a intensificação das capacidades militares de Moscou exige uma resposta coordenada de longo prazo para reforçar a segurança do continente.

O comunicado divulgado em Paris não estabelece um cronograma para a implementação da futura rede de defesa antimíssil. Os países envolvidos afirmaram, porém, que a coalizão permanecerá aberta à adesão de novos integrantes interessados em participar da iniciativa.

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