Fitch aposta em extensão de ‘moratória’ temporária de países pobres para 2021

Assunto será abordado na reunião do G20 em novembro; espera-se prazo mais longo, até meados de 2021
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A agência de risco Fitch aposta em uma extensão da moratória temporária da dívida externa de países de renda baixa, proposta pelo G20 no início da pandemia. O assunto está na pauta da reunião do grupo, em novembro.

De acordo com a agência, a extensão pode durar todo o ano de 2021. O acordo prevê suspensão temporária dos pagamentos de principal e juros da dívida externa de 73 países e dura até dezembro deste ano.

Trânsito na capital angolana, Luanda; país foi o maior beneficiado pelos recursos extras liberados pelo programa (Foto: Wikimedia Commons)

Os países terão de efetuar os pagamentos mais adiante, com parcelamento em até três anos. Também há um ano de carência, no qual atrasos serão relevados.

O programa do G20 tem como objetivo principal solucionar problemas passageiros de liquidez desses países, causados pela pandemia.

Os credores irão tratar questões relacionadas a reestruturações da dívida, independente da crise do novo coronavírus, caso a caso.

Até a metade de julho deste ano, 42 países haviam tomado parte na iniciativa. Se estendida, a Fitch espera um aumento no número de nações participantes.

A agência usou dados do Banco Mundial para identificar que, entre os participantes, Angola foi o mais beneficiado. Neste ano, o alívio graças ao programa foi equivalente a 4,3% de seu PIB (Produto Interno Bruto).

Moçambique, República do Congo e Paquistão também estão entre aqueles que tiveram um alívio superior a 1% do PIB ou mais.

Espera-se que os países invistam os recursos adicionais em infraestrutura de saúde e auxílio à população durante a pandemia.

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