Advogada morre após 7 meses de greve de fome por julgamento justo na Turquia

Ebru Timtik reivindicava revisão de julgamento para si e outros 17 advogados detidos em Istambul desde 2019
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A advogada de direitos humanos Ebru Timtik, 42, morreu após 238 dias de greve de fome em um hospital de Istambul, capital da Turquia, na quinta (27). Ebru reivindicava um julgamento justo para si e outros 17 colegas presos.

A acusação é que o grupo seria ligado ao DHKP-C (Partido da Frente Libertação Popular Revolucionária), sigla marxista banida do país.

O Judiciário da Turquia a condenou em março de 2019 a 13 anos de prisão. Um tribunal de apelação analisava o caso, informou o jornal egípcio “Ahram“.

Advogada morre após 7 meses de greve de fome por julgamento justo na Turquia
A advogada Ebru Timtik. em imagem não datada (Foto: Reprodução/Al Monitor)

A advogada começou a greve de fome em fevereiro com o colega Aytac Unsal, que está em estado crítico.

A morte de Ebru abre a discussão para a parcialidade dos tribunais turcos sob o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan. Juízes que ordenaram a soltura dos advogados durante a prisão preventiva foram removidos do caso.

“A greve de fome de Timtik e seu trágico desfecho ilustram a necessidade das autoridades abordarem as graves deficiências do Judiciário turco”, disse o porta-voz da União Europeia, Peter Stano.

Em abril, dois artistas de um grupo musical acusados de ligações com o DHKP/C morreram após nove meses de greve de fome.

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