Guerra no Oriente Médio fecha aeroporto de Dubai e milionários pagam até US$ 350 mil para fugir

Ataques iranianos após ofensiva de EUA e Israel contra o Irã provocam corrida de milionários para deixar os Emirados, voos lotados em Omã e turistas presos em hotéis e cruzeiros

A escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã provocou impacto direto em Dubai, um dos principais polos turísticos e financeiros do mundo. Após ataques iranianos com drones e mísseis, o aeroporto da cidade foi fechado, desencadeando uma corrida de milionários por rotas alternativas de saída. As informações são do The Guardian.

Com o espaço aéreo afetado, os preços de jatos particulares dispararam na região. Corretoras de aviação executiva relatam que voos de Mascate, em Omã, para a Europa chegam a custar até três vezes o valor normal. Um trajeto para Istambul pode ultrapassar 85 mil euros (cerca de R$ 522,9 mil), enquanto conexões a partir de Riade, na Arábia Saudita, chegam a US$ 350 mil (aproximadamente R$ 1,8 milhão).

Aeroporto de Dubai (Foto: WikiCommons)
Sob ataque

Os ataques ocorreram em resposta à ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã, ampliando a tensão no Oriente Médio. Drones e mísseis atingiram áreas próximas ao aeroporto e pontos estratégicos da cidade, levando autoridades dos Emirados Árabes Unidos a suspenderem operações aéreas.

O Ministério da Defesa dos Emirados afirmou que continuou interceptando ameaças aéreas, enquanto medidas diplomáticas também foram adotadas, como o fechamento da embaixada do país em Teerã.

Voos lotados em Omã

Com o aeroporto de Dubai fechado, muitos viajantes seguiram de carro até Omã, numa viagem de cerca de quatro horas e meia. O aeroporto de Mascate permanece operando, mas com atrasos e voos comerciais praticamente esgotados até o fim da semana.

Outra alternativa tem sido a viagem de aproximadamente 10 horas até Riade, na Arábia Saudita, de onde partem voos internacionais ainda em operação.

Enquanto passageiros comuns disputam assentos em voos comerciais lotados, clientes de alta renda recorrem à aviação executiva, pressionando ainda mais a oferta de aeronaves na região.

Turistas presos em hotéis e cruzeiros

A crise também deixou milhares de turistas retidos. Hotéis em Dubai foram orientados a não liberar hóspedes afetados pelos cancelamentos em massa. Mesmo assim, há relatos de viajantes enfrentando dificuldades para estender estadias.

No mar, pelo menos seis grandes navios de cruzeiro permanecem ancorados na região do Golfo, com passageiros impedidos de desembarcar. Alguns relataram ter sido orientados a permanecer nas cabines após explosões registradas próximas a portos.

A situação provocou repercussão na Europa. Na Itália, o retorno do ministro da Defesa ao país em aeronave oficial gerou críticas, enquanto centenas de cidadãos continuam retidos nos Emirados.

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