Princesa saudita é libertada após passar três anos presa arbitrariamente

Basmah bint Saud bin Abdulaziz al-Saud foi presa em 2019 junto da filha antes de viajar para o exterior, onde faria tratamento médico
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Três anos após ser presa sem qualquer acusação, a princesa Basmah bint Saud bin Abdulaziz al-Saud da Arábia Saudita foi libertada na última quinta-feira (6) junto da sua filha pelas autoridades locais. As informações são da rede Voice of America (VOA).

Basmah, de 57 anos, que além de membro da família real é empresária e ativista de direitos humanos, estava secretamente sob custódia desde março de 2019 acompanhada da sua filha, Souhoud Al Sharif. “As duas senhoras foram libertadas de sua prisão arbitrária e chegaram à sua casa em Jeddah na quinta-feira”, disse o advogado dela, Henri Estramant, ao jornal britânico The Guardian, acrescentando que a princesa está bem e agradecida por estar na presença dos filhos novamente, “mas irá procurar perícia médica”.

Basmah bint Saud bin Abdulaziz al-Saud foi detida em 2019 (Foto: Facebook/Reprodução)

Filha mais nova do falecido rei Saud, que governou o país até 1964, Basmah é uma crítica ferrenha ao tratamento do reino dado às mulheres. Ela tinha viagem marcada para a Suíça, onde iria tratar uma doença cardíaca em fevereiro de 2019, quando foi informada de que era acusada por tentativa de falsificação de passaporte. Embora as acusações tenham sido retiradas posteriormente, ela permaneceu presa junto da filha.

Segundo a rede britânica BBC, a detenção de Basmah tem relação com a militância na defesa de direitos humanos e à insistência em realizar uma reforma da constituição.

Em uma publicação nas redes sociais em 2020, a princesa revelou que estava detida na capital Riad há mais de um ano e estava com a saúde debilitada.

De acordo com reportagem da agência Reuters, fontes vinculam a prisão de Basmah à consolidação de poder do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que impõe um regime de repressão a familiares que ameaçam sua permanência no reinado e a dissidentes, incluindo ativistas dos direitos das mulheres.

Em uma petição enviada à ONU (Organização das Nações Unidas) em março de 2020, a família da princesa sugeriu que o motivo de sua detenção pode ser seu papel de estabelecer uma “crítica aberta dos abusos em nosso país de nascimento”, mas também teria relação à fortuna deixada por seu pai.

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