Mais da metade da Europa será infectada pela Ômicron, segundo projeção da OMS

Variante avança no continente e pressiona sistemas de saúde, mas taxa de mortalidade segue estável
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Mais da metade da população europeia deve contrair a variante Ômicron nos próximos dois meses, caso as infecções continuem nas taxas atuais, declarou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta terça-feira (11). As informações são da rede France24.

Em coletiva de imprensa, o diretor regional do órgão, Hans Kluge, fez o alerta de que a nova cepa representa uma onda que vai “varrer” o continente. “Neste ritmo, o Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME) prevê que mais de 50% da população da região será infectada nas próximas seis a oito semanas”, declarou a autoridade sanitária.

Kluge acrescentou que a “escala de transmissão sem precedentes” repercutiu em aumento nas hospitalizações por Covid-19 no território europeu. Porém, ressaltou que as taxas de mortalidade seguem estáveis. “A onda está desafiando os sistemas de saúde e a prestação de serviços em muitos países onde a Ômicron se espalhou rapidamente e ameaça sobrecarregar muitos outros”, detalhou o diretor.

Mãe e filha durante a pandemia de coronavírus na Rússia (Foto: WikiCommons)

Cinquenta e três países e territórios integram a região europeia da OMS, incluindo nações da Ásia Central. De acordo com Kluge, 50 deles têm casos confirmados da variante. Segundo a agência internacional, 26 desses países relataram que mais 1% de suas populações estão contraindo coronavírus semanalmente, e mais de sete milhões de novos casos foram registrados somente na primeira semana de 2022. 

Fazendo menção a estudos recentes, Kluge afirmou que a Ômicron é mais transmissível, bem como alertou para a capacidade de reinfecção em pessoas que já tiveram Covid-19 e do potencial da variante para driblar a imunização das vacinas. O lado positivo, segundo o diretor regional, é que “as vacinas aprovadas continuam a fornecer boa proteção contra condições graves e morte”.

Estabilizar a pandemia é meta do ano

Mesmo diante de relatos que apontem para o crescimento de casos assintomáticos e queda no número de hospitalizações para os casos da Ômicron, a OMS age com cautela e diz que é cedo para tratar a doença como endêmica – como é o caso da gripe.

“Ainda temos um vírus que está evoluindo muito rapidamente e apresentando novos desafios. Portanto, certamente não estamos a ponto de poder chamá-lo de endêmico”, declarou a oficial sênior de emergências da OMS, Catherine Smallwood.

“Este vírus, como sabemos, nos surpreendeu mais de uma vez. O principal objetivo para 2022 é estabilizar a pandemia“, concluiu Kluge.

Em todo o mundo, 5,5 milhões de mortes foram associadas ao Covid-19, com base em fontes oficiais. A OMS diz que o número real pode ser de duas a três vezes esse número.

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