A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou uma nova missão militar no Círculo Ártico com o objetivo de reforçar a defesa do flanco norte da aliança. A iniciativa envolve o envio de forças adicionais do Reino Unido à Noruega, como parte do Acordo de Lunna House, firmado entre os dois países em dezembro de 2025. As informações são da Newsweek.
Pelo acordo, a Força de Comandos do Reino Unido, liderada pelos Royal Marines, passará a operar de forma permanente em território norueguês ao longo de todo o ano. Até então, os destacamentos britânicos atuavam apenas durante os meses de inverno.

A medida é considerada um passo estratégico para ampliar a cooperação militar da Otan no Ártico, região que tem ganhado relevância geopolítica diante do aumento da atividade militar da Rússia, especialmente no campo submarino, e da intensificação da cooperação entre Moscou e Beijing.
Além de reforçar a capacidade de defesa do flanco norte, o Acordo de Lunna House prevê a criação de uma frota conjunta e intercambiável de fragatas antissubmarino no Atlântico Norte. O envio de tropas britânicas à Noruega marca o início prático dessa estratégia.
De acordo com informações oficiais, o Reino Unido deverá deslocar cerca de 1,5 mil militares, além de veículos off-road e helicópteros da Força de Helicópteros de Comando. As tropas atuarão ao longo da costa e das regiões montanhosas do norte da Noruega e participarão do Exercício Cold Response, previsto para 2026, considerado o maior exercício militar do país.
As operações também contarão com a cooperação de forças da Holanda, ampliando a integração entre países-membros da Otan em uma área estratégica marcada por fiordes, baixas temperaturas e acesso a rotas marítimas sensíveis.
Autoridades da aliança têm reiterado que o fortalecimento militar no Ártico busca garantir a segurança dos países-membros, proteger infraestruturas críticas e assegurar a liberdade de navegação em uma região cada vez mais disputada no cenário internacional.