Otan pressiona aliados por US$ 60 bilhões em ajuda à Ucrânia e reforça cobrança por maior contribuição europeia

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, voltou a pressionar os países aliados a ampliarem o apoio financeiro à Ucrânia, destacando a necessidade de atingir a meta de US$ 60 bilhões em assistência para segurança e defesa ainda em 2026. As informações são da Anadolu.

Durante a abertura da 34ª reunião do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia, realizada em Berlim, Rutte afirmou que o apoio ao país permanece essencial em meio ao prolongamento da guerra. Segundo ele, é necessário evitar a concentração de esforços em poucos países e garantir uma distribuição mais equilibrada das contribuições.

Sede da Otan em Bruxelas, na Bélgica (Foto: NATO/Flickr)

O encontro ocorre em um momento de reorganização geopolítica, no qual a Europa tem assumido maior protagonismo. Desde abril de 2025, Alemanha e Reino Unido lideram o grupo de contato, após os Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, pressionarem os europeus a arcar com uma parcela maior dos custos da ajuda militar.

Além das discussões multilaterais, o governo alemão anunciou recentemente a ampliação da assistência militar à Ucrânia e formalizou uma “parceria estratégica” com Kiev. A iniciativa prevê cooperação de longo prazo, que deve ir além do suporte militar, incluindo aspectos econômicos e institucionais.

A cobrança por mais recursos evidencia o desafio enfrentado pela Otan em manter o nível de apoio necessário à Ucrânia, ao mesmo tempo em que busca equilibrar interesses internos e pressões políticas entre seus membros.

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