Um surto de hantavírus registrado em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico resultou na morte de três pessoas e acendeu um alerta internacional de saúde. A informação foi confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que acompanha o caso e coordena medidas emergenciais com autoridades sanitárias e operadores da embarcação. As informações são da NPR.
De acordo com a OMS, ao menos seis pessoas foram infectadas, uma com diagnóstico laboratorial confirmado e outras cinco consideradas casos suspeitos. Além das três mortes, um paciente britânico segue internado em estado grave, em terapia intensiva na África do Sul. O surto foi registrado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que fazia a rota entre a Argentina e Cabo Verde.
A organização informou que investigações epidemiológicas e testes laboratoriais adicionais estão em andamento para identificar a origem do surto e avaliar possíveis riscos de disseminação. O sequenciamento do vírus também está sendo realizado.

A OMS atua na coordenação entre países-membros para viabilizar a evacuação de passageiros com sintomas e garantir assistência médica aos ocupantes do navio. Até o momento, o nome da embarcação e detalhes da rota não foram divulgados.
Transmitido principalmente pelo contato com secreções de roedores infectados, como urina, saliva e fezes, o hantavírus é considerado raro, mas potencialmente fatal. A infecção pode evoluir para a chamada síndrome pulmonar por hantavírus, que afeta gravemente o sistema respiratório.
Segundo o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), os sintomas iniciais incluem febre, fadiga e dores musculares. Com a progressão da doença, podem surgir falta de ar, tosse e acúmulo de líquido nos pulmões — quadro que leva a uma taxa de mortalidade superior a 30% entre pacientes com complicações respiratórias.
O hantavírus voltou a ganhar atenção global recentemente após a morte de Betsy Arakawa, esposa do ator Gene Hackman.
Especialistas destacam que, embora o risco de surtos em larga escala seja considerado baixo, ambientes fechados e com circulação limitada de ar, como navios de cruzeiro, podem favorecer a propagação de doenças infecciosas.
A OMS segue monitorando o caso e deve divulgar novas atualizações conforme o avanço das investigações.