Combate à malária pode retroceder 20 anos, diz OMS

Se esforços contra a doença forem interrompidos, cerca de 770 mil pessoas podem morrer só neste ano
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Quando uma nova doença surge, os esforços se concentram em seu combate, levando outras enfermidades ao esquecimento e causando ainda mais mortes. É o que está acontecendo na África Subsaariana, alertou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta quinta (23).

Com os governos concentrados suas ações no combate ao novo coronavírus, a luta contra a malária, uma das doenças que mais mata em países pobres, pode retroceder 20 anos, segundo a agência da ONU. Na região sul do continente africano, centenas de milhares morrem todos os anos pela doença.

Uma nova projeção da OMS aponta que, no pior cenário, 769 mil pessoas podem morrer de malária na África Subsaariana só este ano se o combate à doença for interrompido.

O número é duas vezes maior que o último registro, de dois anos atrás, quando 360 mil pessoas morreram. Essa ainda seria a pior apuração na região para os anos 2000.

A África Subsaariana é a região mais afetada pela malária: registrou 93% dos casos e 94% das mortes em todo o mundo em 2018. As mortes ocorrem principalmente entre crianças com menos de 5 anos.

Se combate à malária for esquecido, cerca de 770 mil pessoas podem morrer pela doença só este ano na África (Foto: Amanda Voisard/UN Photo)

Coronavírus na África

De acordo com o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, o continente já registrou 27 mil casos do novo coronavírus e quase 1,3 mil mortes.

A região que mais registra casos é a Norte: são 11,4 mil. O Egito lidera o ranking com 3,9 mil infectados e 287 mortes. O Marrocos aparece logo em seguida com 3,5 mil casos de infecção e 155 mortes.

O menor número de infecções pelo novo coronavírus é da região central do continente africano, onde 2,3 mil pessoas contraíram o vírus e 84 morreram. O país mais atingido é Camarões, com 1,4 mil casos e 49 mortes.

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