Américas têm que fechar lacuna de vacinação de crianças causada por pandemia, diz Opas

No total, foram 2,7 milhões de crianças que deixaram de receber as vacinas de rotina nos países latino-americanos e caribenhos
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Cerca de 230 milhões de pessoas continuam sem receber sequer a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nas Américas. A pandemia criou ainda uma segunda ameaça de saúde: a falta de vacinação de crianças contra doenças como sarampo, poliomielite e outras, desde 2020, ano de surgimento do novo coronavírus no mundo.

Por isso, a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) pede a todos que se vacinem nesta Semana da Imunização que vai até 30 de abril. No total, foram 2,7 milhões de crianças que deixaram de receber as vacinas de rotina nos países latino-americanos e caribenhos. O alerta foi feito pela diretora-geral da Opas, Carissa Etienne, durante viagem oficial a Dominica.

A chefe da agência lembra que, enquanto o mundo atuou, de maneira árdua, para proteger as pessoas da Covid-19, as campanhas de vacinação para outras doenças foram seriamente afetadas. Mesmo antes da pandemia, as taxas de vacinação já tinham caído abaixo do aceitável. A Semana de Imunização que termina dia 30 pretende reverter os níveis de atraso dos últimos dois anos.

Idoso recebe dose da vacina à Covid-19 enviada via iniciativa Covax, da OMS, em Lima, Peru, março de 2021 (Foto: Unicef/Jose Vilca)

Segundo Carissa Etienne, existe um risco real de retorno de doenças como a pólio e o sarampo nas Américas por causa dos retrocessos de quase três décadas experimentados desde 2020 com a chegada da pandemia de Covid-19.

A chefe da Opas diz que, se essa situação continuar, a região pagará um preço extremamente alto em perda de vida, aumento de pessoas com deficiência e enormes custos financeiros.

Desde o início da vacinação contra a Covid-19 nas Américas, há 15 meses, mais de 66% pessoas já foram vacinadas com pelo menos duas doses. Mas, para Carissa Etienne, essa marca ainda não é suficiente, e o acesso desigual às doses e uma resistência à vacina levou a riscos que precisam ser encarados.

Para a chefe do braço da OMS (Organização Mundial da Saúde) nas Américas é hora de desfazer as dúvidas e promover os benefícios da imunização.

A região liderou a luta da erradicação da varíola, a eliminação da poliomielite, sarampo e rubéola. As Américas também se destacaram na introdução de novas vacinas como a pneumocócica, vírus do papiloma humano, HPV, e rotavírus, entre outras.

Neste ano, os países e territórios da região planejam vacinar 140 milhões de pessoas na 20ª Semana de Imunização.

Conteúdo adaptado do material publicado originalmente pela ONU News

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