Ativista tailandês é raptado no Camboja, denuncia grupo de direitos humanos

Mesmo exilado no Camboja, Wanchalearm Satsaksit continua ativo politicamente, fazendo comentários críticos ao governo tailandês
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O ativista político tailandês Wanchalearm Satsaksit, 37 anos, foi raptado na última quinta (4) em frente ao seu apartamento em Phnom Penh, no Camboja, onde está exilado. As informações são do grupo de direitos humanos Human Rights Watch.

Além de Satsaksit, pelo menos oito ativistas que são contra o governo da Tailândia e estão exilados no Laos, Vietnã e Camboja desapareceram nos últimos seis anos.

Um grupo de homens armados sequestrou Satsaksit enquanto ele andava na rua, próximo ao seu apartamento. Várias testemunhas e as câmeras de segurança do prédio apontam para a ação dos homens, que o levaram em um carro.

No momento do sequestro, o ativista estava no telefone com um amigo, que afirma que Satsaksit teria dito que não conseguia respirar, antes da chamada ser interrompida.

Ativista tailandês é raptado no Camboja, denuncia grupo de direitos humanos
Ativista tailandês Wanchalearm Satsaksit (Foto: Facebook/Reprodução)

Wanchalearm Satsaksit é um ativista pró-democracia filiado ao grupo tailandês Frente Unida pela Democracia contra a Ditadura, conhecidos como camisas vermelhas. Ele fugiu para o Camboja após o golpe militar na Tailândia, em 2014.

Mesmo no exílio, Satsaksit continua ativo politicamente, fazendo comentários frequentes contra o governo tailandês nas mídias sociais. Um dia antes do sequestro, ele fez uma crítica ao primeiro-ministro tailandês, o general Prayuth Chan-ocha.

Em 2018, as autoridades tailandesas emitiram um mandado de prisão contra o ativista, com base em alegações de que ele teria violado a lei de crimes relacionados a computadores ao operar uma página crítica ao governo tailandês no Facebook.

À época, as autoridades afirmaram que levariam Satsaksit de volta ao país de origem de qualquer forma. O governo da Tailândia vem fazendo apelos constantes para que Laos, Vietña e Camboja entreguem os ativistas exilados.

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