Estátua na Coreia gera constrangimento no governo japonês

Obra retrata premiê Abe de joelhos em frente a mulher, símbolo das escravas sexuais na ocupação do país pelo Japão
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O governo japonês afirmou ser “inaceitável” a apresentação de uma estátua de bronze na Coreia do Sul que retrata o premiê, Shinzo Abe, ajoelhado em frente a uma mulher. O monumento lembra as vítimas de escravidão sexual durante o período de invasão do Japão ao país, entre 1910 e 1945.

O chefe de gabinete de Abe, Yoshihide Suga, afirmou nesta quarta (29) que a obra “decididamente afeta” as relações entre os dois países. A figura está exposta em um jardim botânico de Pyeongchang, no leste do país. A cidade hospedou os Jogos Olímpicos de inverno de 2018.

Estátua na Coreia gera constrangimento no governo japonês
A cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul, que hosepdou as Olimpíadas de Inverno de 2018 (Foto: Wikimedia Commons)

O escultor, cujo nome não foi revelado pela agência de notícias Yonhap, afirmou que os japoneses precisam aceitar e se desculpar pelos crimes que cometeram durante a ocupação.

Durante os 35 anos em que permaneceu na Coreia, o Japão proibiu a imprensa local, pilhou monumentos históricos e dificultou o uso do idioma. Também foi responsável por saques a cidades, estupros e escravização, além de execuções e assassinatos em massa.

A dominação japonesa na Coreia, que terminou apenas cinco anos antes da guerra que dividiu o país, ainda é ferida aberta na península. Tóquio só deixou o território coreano após a rendição, em agosto de 1945, na II Guerra.

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