Ásia e Pacífico

ONU: Nova Zelândia doa US$ 200 mil ao Timor Leste para combater insegurança alimentar

Contribuição será destinada a famílias afetadas pelas piores enchentes do Timor Leste nos últimos 40 anos

Este conteúdo foi publicado originalmente no portal ONUNews, da Organização das Nações Unidas

Mais de 25 mil lares foram atingidos pelas cheias no Timor Leste após as fortes chuvas de 4 de abril causadas pelo ciclone Seroja. Todos os 13 municípios timorenses sofreram com as enchentes, que danificaram pontes e estradas e grandes áreas de campos agrícolas.

A maior parte dos afetados no país de 1,3 milhão de habitantes vive em Díli, capital do país. Para combater a crescente insegurança alimentar agravada pelas cheias do Timor Leste, o governo da Nova Zelândia destinou US$ 200 mil ao Programa Mundial de Alimentos.

ONU: Nova Zelândia doa US$ 200 mil ao Timor Leste para combater insegurança alimentar
Equipes da Defesa Civil do Timor Leste acessam comunidades afetadas de Tasi Tolu para levar mantimentos doados pela Nova Zelândia em maio de 2021 (Foto: Reprodução/Twitter/Unicef Timor Leste)

O objetivo é socorrer mulheres e crianças e apoiar as famílias que passavam a viver em abrigos, disse o embaixador da Nova Zelândia no Timor Leste, Philip Hewitt. O ciclone que atravessou a nação de língua portuguesa, no sudeste da Ásia, agravou a situação da Covid-19. O preço dos alimentos disparou. 

Hoje, os timorenses estão pagando 10% a mais pelo quilo de arroz e uma média de 20% a mais do que desembolsavam no ano passado para fazer as compras.

Meninos e meninas

Segundo o PMA, milhares de acres de campos agrícolas estão submersos pelas cheias e uma colheita ruim de milho e outros cereais só irá piorar a situação. A nação asiática continua precisando do apoio da comunidade internacional para evitar a fome e o sofrimento.

Com altos índices de insegurança alimentar, o Timor Leste tem um dos índices mais altos de subnutrição da Ásia-Pacífico com casos de falta de crescimento afetando a metade dos meninos e das meninas timorenses.

Um outro problema grave é a anemia, altamente prevalente, entre mulheres em idade reprodutiva. Com o dinheiro, o PMA deve licitar a compra de biscoitos energéticos, ricos em vitaminas e minerais, para grávidas e mulheres que amamentam.

A quantia também deverá ajudar o Ministério da Saúde a estocar suprimentos de emergência para levar de Díli a outros municípios timorenses. Em 28 de abril, o presidente do país renovou o estado de emergência por causa da pandemia por mais 30 dias.