Ásia e Pacífico

Facção ligada ao EI planejava implantar ‘califado islâmico’ no sul da Índia

Extremistas escolheram cidade de Bangalore como base e realizavam desde 2019 reuniões pautadas por conspirações criminosas

Na Índia, a Agência Nacional de Investigação (NIA, da sigla em inglês) entrou com uma acusação suplementar contra um extremista ligado à facção Al-Hind, ligada ao Estado Islâmico (EI), por tentar formar um “califado islâmico” no sul do país, informou o site Opindia.

O acusado, identificado como Shihabudeen, também conhecido por Sirajudeen ou Khalid, foi detido pela NIA em janeiro de 2021, por suposta conexão com o assassinato brutal de uma autoridade policial da Índia em janeiro de 2020. O terrorista teria usado armas ilegais fornecidas pela organização para cometer o crime.

A nova denúncia alega que extremistas da organização jihadista tinham a cidade de Bangalore como base e vinham realizando desde 2019 diversas reuniões pautadas por conspirações criminosas em Karnataka e Tamil Nadu.

Insurgentes do Estado Islâmico no deserto de Homs, Síria (Foto: Reprodução/Observatório Sírio de Direitos Humanos)

De acordo com a emissora indiana Times Now, que teve acesso ao processo, os militantes, além de propagarem a ideologia do EI, conspiravam para reunir armas e explosivos que seriam usados em atentados contra policiais e líderes políticos.

A investigação revelou que Shihabudeen era parte de “uma conspiração maior”, sendo o responsável pela coleta e fornecimento de armamentos e munições em Mumbai.

O acusado fugiu para o Catar depois de matar a autoridade policial. Ele foi deportado e preso pela NIA no aeroporto de Chennai em janeiro deste ano.

A investigação preliminar do assassinato revelou que os criminosos eram “jihadistas autodeclarados”, que teriam como motivação para executar policiais a vingança pela prisão de afiliados do EI pela polícia de Tamil Nadu em janeiro de 2020.

Além disso, a NIA também identificou 25 suspeitos do EI que supostamente estão no Afeganistão com a missão de recrutar indianos na internet.

Uma investigação mais aprofundada está em andamento.