Economia da Colômbia enfrenta pior queda desde 1905

Ministério da Fazenda estima retração de 5,5% na economia do país neste ano, graças à pandemia do coronavírus
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on email

Antes da pandemia, a previsão era de que a Colômbia se tornaria pelo segundo ano consecutivo a economia que mais crescia na América Latina. Agora, parece estar caminhando para a pior retração desde 1905. As informações são da Bloomberg.

No início deste mês, o Ministério da Fazenda da Colômbia previu uma contração de 5,5% na economia este ano, o pior índice da história do país. As atividades econômicas começaram a cair em março, após uma forte expansão em janeiro e fevereiro.

O país enfrenta a falência de empresas como a companhia aérea Avianca, fome generalizada e milhões de novos desempregados. Enquanto isso, o presidente Ivan Duque tenta fornecer estímulos suficientes para evitar um impacto maior, sem contrair dívidas que façam a Colômbia perder nota de crédito.

A cautela fez com que o país apresentasse pacotes de estímulos muito menores do que os de outras nações da América Latina, como o Peru e Chile. Os economistas pedem que o governo faça mais.

Funcionário da ONU contempla vista da capital colombiana Bogotá, em imagem de 2019 (Foto: UN Photo)

Petróleo

A queda na atividade econômica gerada pela pandemia do coronavírus foi agravada pela baixa nos preços do petróleo e do carvão, maiores produtos de exportação do país.

Os floricultores, grandes exportadores, perderam muito impulso nas vendas que normalmente recebem no Dia das Mães. Agora, o setor corre o risco de perder a temporada de casamentos do verão norte-americano.

A capacidade de reação do governo de Iván Duque é restrita, já que o país tem uma dívida equivalente a cerca de 50% do PIB (Produto Interno Bruto), quase duas vezes maior que os níveis do Peru e do Chile.

Banco Central

O Banco Central colombiano também vem recebendo críticas pela resposta tímida à crise econômica, já Colômbia foi o último país da região a colocar em pauta políticas de estímulo. Especialistas apontam que o Banco Central colombiano tem um DNA mais ortodoxo, ou seja, menos afeito a intervenções, que em outros países.

O Banco de la Republica baixou a taxa de juros em um ponto percentual desde o início da crise, para 3,25%. A previsão é de que haja um novo corte de 0,25% até julho.

O BC também comprou títulos corporativos dos financiadores e reduziu as reservas, entre outras medidas para aumentar a liquidez.

Tags: