Coronavírus

ONU: Nível de propagação se aproxima do mais alto desde início da crise

Número de novos casos globais por semana quase dobrou nos últimos dois meses; vacinação lenta é ‘autoderrota’, diz OMS

Este conteúdo foi publicado originalmente no portal ONU News, da Organização das Nações Unidas

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Ghebreyesus, afirmou que as taxas de novas contaminações e a rápida propagação de Covid-19 preocupam. Em todo o mundo, os níveis quase dobraram chegando perto de alcançar o mais alto índice de novas notificações desde o início da pandemia, há mais de um ano.

Tedros falou sobre o caso da Papua Nova Guiné, que aparentava ter a pandemia sob controle, mas agora tem registrado aumento de novas infecções em todo o país. Esta semana, mais um lote da vacina AstraZeneca chegou à Papua Nova Guiné com o apoio da Austrália.

ONU: Nível de propagação se aproxima do mais alto desde início da crise
Produção de vacinas à Covid-19 no Instituto Serum da Índia em março de 2021 (Foto: Unicef/Dhiraj Singh)

Ao participar de um outro evento virtual, o Encontro de Alto Nível no Conselho Econômico e Social da ONU, Ecosoc, sobre o acesso a vacinas, o chefe da OMS contou que mais de 832 milhões de doses de imunizantes já foram aplicadas em todo o mundo.

Deste total, mais de 82% foram em países de rendas média e alta. Já nas nações de baixa renda, a taxa de imunizados é de apenas 0,2%.

Vacina para Todos

Na reunião virtual, “Uma Vacina para Todos”, Tedros lembrou que 25% das pessoas em países ricos receberam a vacina. A média de países pobres é de uma em cada 500 pessoas.

Para a diretora-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), esta é uma situação inaceitável.
Ngozi Okonjo-Iweala diz que o acesso a todos para a vacina é uma “obrigação moral” e que não se deve baixar a guarda para atingir esta meta. 

Ela agradeceu à Índia e à China por exportarem vacinas para os países em desenvolvimento.
Segundo a OMS, o ritmo lento na distribuição das doses é uma espécie de autoderrota. Uma vez que ninguém está seguro até que todos estejam seguros.

Até agora, a iniciativa Covax, liderada pela OMS e pelo Unicef, já entregou vacinas a 110 países em desenvolvimento com altos índices de propagação do vírus.