Venezuela fecha fronteira e migrantes ficam presos na Colômbia

Caracas tem aberto postos de fronteira três dias por semana para seus cidadãos; alega que vírus está "sob controle"
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A fronteira entre a Colômbia e a Venezuela está fechada. Cidadãos com passaporte venezuelano não conseguem voltar para casa, segundo a BBC.

Muitos desses migrantes deixaram seu país com a deterioração econômica e política do regime de Nicolás Maduro. Agora, sem emprego na Colômbia e no Peru, tentam voltar e encontram as portas fechadas.

Desde o início da quarentena, em 25 de março, cerca de 71 mil venezuelanos cruzaram a fronteira de volta para casa. Os dados são do governo colombiano.

Mas Caracas vem reduzindo o número de permissões para passagem, liberadas apenas às segundas, quartas e sextas.

Venezuela fecha fronteira e migrantes ficam presos na Colômbia
Funcionários da Comissão Interamericana de Direitos Humanos visitam a ponte Simón Bolívar, na fronteira entre Colômbia e Venezuela (Foto: CIDH)

No máximo 300 pessoas podem seguir viagem pelo posto de fronteira da ponte Simón Bolívar, no estado colombiano de Norte de Santander, segundo a CNN em Espanhol. Agora, relata o correspondente do veículo britânico, a fila no posto de fronteira chega a 500 metros.

Na fronteira do estado de Arauca, do lado colombiano, apenas 100 pessoas são autorizadas a passar nos mesmos três dias por semana.

Vírus ‘sob controle’

O fechamento da fronteira pode estar relacionado à afirmação do governo venezuelano de que os casos estariam vindo do exterior. Um exemplo é a manifestação do chanceler Jorge Arreaza (veja abaixo) nas redes sociais.

“O que os grandes meios ocultam: na Venezuela a pandemia está sob controle. Oito em cada dez casos de Covid-19 vêm de venezuelanos que aos milhares fogem da Colômbia, Equador e Peru. Isso reflete a péssima gestão sanitária e subregistro nesses países”, diz o tuíte, em espanhol.

Segundo a BBC, servidores do governo de Maduro se referem à pandemia como “arma biológica”. Na segunda, o presidente Nicolás Maduro anunciou o envio de tropas para evitar a passagem dos venezuelanos.

O deputado oposicionista Carlos Valero, eleito pela Assembleia Nacional que deixou de ser reconhecida por Maduro em 2017, divulgou no Twitter uma imagem de migrantes venezuelanos aguardando passagem em Cúcuta, cidade de fronteira já na Colômbia.

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