Após seis meses, Dinamarca permite que marinheiros mercantes aportem

Organizações alertaram aumento no número de suicídios no mar; alguns deles estão há mais de um ano nos navios
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Cerca de 200 mil marinheiros mercantes dinamarqueses, presos em navios desde o início da pandemia do novo coronavírus, visitarão amigos e familiares após quase seis meses de bloqueio. A informação é do Ministério de Negócios da Dinamarca, divulgada na segunda-feira (20) e reproduzida pela Reuters

O tráfego das tripulações foi interrompido devido às restrições de viagem para suprimir a propagação de Covid-19. O problema é que alguns deles já estavam há mais de um ano em alto mar.

Após seis meses, Dinamarca permite que marinheiros mercantes aportem
Navio da dinamarquesa Maersk, em imagem de 2014 (Foto: Wikimedia Commons)

A situação foi chamada de crise humanitária pela OMI (Organização Marítima Internacional das Nações Unidas). A entidade ainda alertou, junto a instituições de caridade marítima, para um aumento nos suicídios.

“Enquanto muitos dinamarqueses usaram a pandemia para passar mais tempo com a família, muitos marinheiros dinamarqueses ficaram sem família e amigos por muito mais tempo do que o habitual”, disse o ministro de Negócios Simon Kollerup.

Antes que possam visitar seus parentes, os marinheiros farão quarentena em hotéis. Os aeroportos estabelecerão áreas especiais de trânsito, para evitar contato com outras pessoas. Os marinheiros receberão vistos, emitidos pelo governo, para viajar a locais controlados dentro do país.

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