Itália permite que governadores decidam sobre fim de restrições

Governos regionais reclamavam do retorno lento às atividades e exigiram maior controle sobre retomada
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O governo da Itália afirmou nesta segunda (11) que dará poder a autoridades locais de levantar as restrições impostas para frear o novo coronavírus no país. As informações são da agência de notícias Reuters.

Em uma reunião entre ministros e líderes de governos locais, ficou decidido que as 20 regiões italianas poderiam estabelecer seu próprio ritmo de retomada.

A medida, que passa a valer a partir da próxima segunda (18), pode encerrar diversas proibições que ainda permanecem no cotidiano dos italianos.

A Itália foi o primeiro país europeu a impor bloqueios em todo seu território, ainda em março. Apesar de já flexibilizar algumas restrições, governos locais reclamavam do lento retorno às atividades e exigiam mais controle sobre o processo.

Sob as diretrizes estabelecidas pelo primeiro-ministro Giuseppe Conti, a maioria das lojas voltou a funcionar nesta segunda. Bares, restaurantes e cabeleireiros deveriam permanecer fechados até 1º de junho.

Algumas regiões já planejam a reabertura do comércio. De acordo com o jornal italiano La Reppublica, na Sicília, bares, restaurantes, cabeleireiros e lojas devem reabrir na próxima segunda. O governador da região, Nello Musumeci, deve assinar a ordem até esta quinta (14).

Na região do Vêneto, cuja capital é a cidade de Veneza, o governador Luca Zaia deve seguir a mesma linha, conforme o jornal italiano Corriere della Sera.

Funcionários fazem trabalho de desinfecção em Veneza, na Itália (Foto: Comune di Venezia/Reprodução)

Casos registrados

De acordo com informações da OMS (Organização Mundial da Saúde), a Itália já registrava 219 mil casos da doença e 30,7 mil mortes.

O país está na quinta posição em número de casos, atrás de EUA, Rússia, Espanha e Reino Unido. Em mortes, o país é o terceiro, atrás dos EUA e do Reino Unido.

O surto vem perdendo força na Itália. Nesta terça, registrou o menor aumento diário de casos desde o dia 4 de março, com 744 novos infectados.

Algumas regiões do país foram atingidas com mais força, como o norte da Lombardia, que teve até esta segunda 15 mil mortes, metade das 30,7 mil registradas em todo o país.

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