Protestos na Bulgária pedem renúncia de primeiro-ministro

Manifestantes começaram a ir às ruas no último dia 9 contra premiê Boyko Borisov, no poder desde 2009
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A Bulgária vive nesta quarta (15) o sexto dia de protestos que tomaram a capital, Sófia. Os manifestantes exigem a saída do primeiro-ministro Boyko Borisov, no poder há 11 anos, e os procuradores federais aliados ao premiê.

A crise política ganhou as ruas do país no último dia 9, após buscas consideradas suspeitas nos escritórios de assessores do presidente Ruman Radev. Para os manifestantes, é uma tentativa de intimidação de Rasev por parte do primeiro-ministro Borisov, seu rival.

Radev, que chegou à presidência há três anos, acusa em público seu premiê de tocar o governo “ao estilo da máfia” desde a posse. Já Borisov afirma ser vítima de “discurso de ódio”, conta a Radio Free Europe.

Protestos na Bulgária pedem renúncia de primeiro-ministro
Protestos em Sófia, capital da Bulgária, em imagem de junho de 2013 (Foto: Flickr bmwspirit/Creative Commons)

Os gritos de “máfia” entre os manifestantes já são comuns em protestos há anos, sobretudo naqueles após as eleições vencidas por Borisov, em 2009, 2013 e 2017. Na última década, o premiê não passou mais que seis meses fora do poder.

Borisov, ex-prefeito de Sófia, também foi bombeiro e segurança particular de Todor Zhivkov, líder comunista que comandou o país entre 1954 e 1989.

Os críticos de Borisov afirmam que o país tem vivido uma deterioração democrática, com captura das instituições por parte do primeiro-ministro. A Comissão de Veneza, que auxilia estados-membros da UE (União Europeia) em matérias constitucionais, já fez críticas ao judiciário do país.

O país tem problemas históricos de má governança por parte das autoridades locais. Foi um dos mais recentes membros da UE, admitida em 2007 com a vizinha Romênia, mas não ainda faz parte da zona do euro por não atender aos requisitos exigidos por Bruxelas.

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